A menos de 24 horas da inauguração da Oficina Criativa de “Artes Tradicionais e Ofícios” (ATO), da Freguesia da Guarda, que ocupa a antiga galeria comercial, permanece a imagem de degradação do edifício da antiga “Pensão Madeira”, situada na Rua Dr. António Júlio, uma das artérias de entrada daquele novo espaço dedicado artesanato.
De recordar que já depois de ter deixado de ser pensão, o interior daquele edifício viria a ficar completamente destruído pelas chamas em Março de 2017. Desde então nada foi feito e tem vindo degradar-se cada vez mais. Actualmente, a zona interior do que restou da casa está coberta por vegetação e os gatos são os únicos habitantes daquele espaço.
E será esta a imagem que se “apreciará” com mais frequência a partir de amanhã, com a inauguração da ATO, prevista para as 11 horas. A antiga galeria comercial, situada entre as ruas Francisco de Passos (mais conhecida por Rua Direita) e Dr. António Júlio, tem diversas áreas disponibilizadas gratuitamente pela Junta de Freguesia à Associação de Artesãos (com a condição de os cerca de 30 artesãos, rotativamente trabalharem ao vivo e ensinarem os visitantes), havendo também uma zona de arte tecnológica, uma cafetaria e uma sala de convívio. E são precisamente estes dois últimos locais (Cafetaria e sala de convívio) que estão virados para aquele edifício degradado da antiga “Pensão Madeira”. Como o jornal “Todas as Beiras” já tinha noticiado, a Junta de Freguesia alertou o município para a situação, o que é certo é que, até cerca das 15h30, não foi feita qualquer limpeza ao espaço e nem vedado convenientemente, a fim de evitar um novo foco de incêndio. Os dois edifícios laterais também se encontram em crescente degradação.





