Sábado, 17 Outubro, 2026
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Exposição “Estelas no Pátio” do Museu da Guarda convida a descobrir o universo destes documentos históricos e arqueológicos

Está patente no pátio do Museu da Guarda durante cerca de um mês a exposição “Estelas no Pátio”. A mostra convida o visitante a descobrir o universo das estelas medievais, testemunhos únicos da vida, da morte e das crenças das comunidades que habitaram o concelho da Guarda durante a Idade Média. «Mais do que simples marcadores funerários, as estelas constituem importantes documentos históricos e arqueológicos, permitindo conhecer aspectos da organização social, das práticas religiosas e da arte medieval», refere a organização, acrescetando que «a presença das cabeceiras no espaço sagrado solicitava a oração dos transeuntes e mantinha os mortos presentes no quotidiano dos vivos».

Refere ainda que «as sepulturas apresentavam, habitualmente, uma orientação nascente-poente e eram cobertas por pequenos túmulos de pedra e terra ou assinaladas apenas por estelas», que são monólitos, de diferentes dimensões e formas, concebidos para serem colocados verticalmente, apresentando «geralmente uma parte superior em forma de disco, assente num espigão destinado à sua fixação no solo». O Museu da Guarda explica também que estas pedras eram executadas em materiais sólidos e duradouros, que, no caso da Guarda, era aproveitado o granito, eram trabalhadas por canteiros e decoradas numa ou em ambas as faces.

Nesta exposição reúnem-se 22 cabeceiras de sepultura provenientes de vários locais da cidade e do concelho da Guarda. No que respeita à cidade, estão expostos exemplares do acervo do Museu da Guarda, «a maioria recolhida a sul e a noroeste da Igreja da Misericórdia, bem como no Largo das Freiras e na Praça de Luís de Camões». As outras estelas integram a colecção da Antiga Vila do Jarmelo, proveniente dos cemitérios paroquiais de núcleos de São Pedro, São Miguel, Santa Maria, da Quinta de São Lázaro (Jarmelo), juntamente com exemplares da Ramela e de Valhelhas.
Esta exposição convida-nos a olhar para estes blocos de pedra esculpidos não apenas como vestígios arqueológicos, mas como memórias e vozes silenciosas que revelam o imaginário, a religiosidade e o quotidiano da sociedade medieval.

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