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Câmara da Guarda aprova adjudicação, por 2,6 ME, a obra do “Museu dos Sabores” que ainda «não tem financiamento» garantido

O executivo municipal da Guarda aprovou esta Segunda-feira a adjudicação à empresa “António Saraiva & Filhos, Lda” por dois milhões e 670 mil euros, a obra do “Museu dos Sabores da Serra da Estrela”, que está previsto surgir nos edifícios que estão em ruína na Praça Luís de Camões (mais conhecida por Praça Velha) e que são contíguos à sede da Comunidade Intermunicipal Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE). O projecto é da autoria da empresa “Palma Arquitectos” e o prazo de execução da empreitada é de 365 dias.

O vice-presidente da autarquia António Fernandes, que hoje presidiu à reunião dada a ausência do presidente do Município Sérgio Costa, disse aos jornalistas que se trata de um «projecto que não tem financiamento» e que será necessário «encontrar outras formas de financiamento próprio ou em alguma candidatura que possa haver». O vice-presidente recordou que este projecto «teve vários constrangimentos ao nível da adjudicação, não havia concorrentes que fossem ao concurso público e que felizmente foi agora adjudicada a uma empresa da Guarda».

A propósito, o vereador do PS, António Monteirinho, disse aos jornalistas, no final da reunião, que «finalmente se chegou a “bom porto”» e que, «pelo menos, a adjudicação do contrato foi hoje a reunião de câmara», recordando que, «como o presidente disse ao longo destes tempos», para a obra avançar será necessário «haver garantias de financiamento». «Há um contrato que vai ser assinado com a empresa vencedora [do concurso público], mas existe uma cláusula que só depois de haver candidatura a algum programa que possa abrir no Portugal 2030, no “overbooking”, ou de outra forma de candidaturas. Não me parece óbvio que seja uma conclusão definitiva», salientou o socialista.

Em resposta, o vice-presidente admitiu que a município tem «dificuldades em avançar porque o custo efectivo é significativo, agora não podemos estar “ad eternum” a aguardar pelo financiamento de algum» programa. «Se esse financiamento não existir terá que ser o município com recurso próprios a avançar com o projecto, até porque provavelmente vamos ter que fazer algumas obras de consolidação já no imediato», adiantou, não adiantando qualquer previsibildade quanto ao início da concretização do projecto, dependendo «sempre da capacidade financeira» que a autarquia possa ter para a sua execução.

De acordo com os documentos a que o jornal “Todas as Beiras” teve acesso, o concurso público tinha como preço-base cerca de três milhões de euros, tendo havido cinco concorrentes. A proposta vencedora foi apresentada pela empresa “António Saraiva & Filhos, Lda”, que indicou o valor de dois milhões e 657 mil euros (acrescidos de IVA).

De acordo com o projecto, o “Museu dos Sabores da Serra da Estrela” terá, no rés-do-chão, uma área expositiva dedicada aos produtos regionais, um espaço de degustação e zonas destinadas a “workshops” de gastronomia tradicional. Os pisos superiores serão adaptados para áreas de trabalho.

O projecto do “Museu dos Sabores da Serra da Estrela” é da autoria da empresa “Palma Arquitectos”
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