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Concelhia da JSD da Guarda exigiu que o presidente da Câmara «esclareça publicamente quem tomou a decisão [de cancelar a publicação do livro sobre o poder local]» e «com que fundamentos»

A Comissão Política Concelhia da JSD da Guarda reagiu ao início desta tarde à notícia do cancelamento da publicação do livro sobre os 50 anos do poder local, considerando que «se trata de um grave atropelo a direitos, liberdades e garantias consagradas na Constituição que, também no corrente ano, celebra meio século». «Um livro com 50 contributos solicitados, recebidos, revistos e já paginados não é cancelado nesta fase por uma simples alteração de agenda. Quando o poder político trava uma publicação depois de conhecer o seu conteúdo, somos livres de pensar que o fez por não gostar do que leu, por se sentir incomodado com algumas opiniões ou por não conseguir conviver com a pluralidade», acrescenta aquela força política.

«Quando o poder político trava uma publicação depois de conhecer o seu conteúdo, somos livres de pensar que o fez por não gostar do que leu, por se sentir incomodado com algumas opiniões ou por não conseguir conviver com a pluralidade. Isso tem um nome: censura», consideram os jovens social-democratas.

«A censura raramente se apresenta como censura. Os censores nunca anunciam que censuraram. Escudar-se-ão em “constrangimentos financeiros”, numa “redefinição da estratégia editorial”, em “novas prioridades culturais”, em “razões de oportunidade” ou num qualquer “equívoco de comunicação”, considera a JSD local. Os jovens social-democratas dizem ainda que, «talvez, se a polémica crescer, recuem, acabem por publicar o livro e encontrem alguém, suficientemente abaixo na hierarquia, a quem atribuir as culpas, dizendo que «a obra não estava completa».

«A JSD exige que o presidente da Câmara, primeiro e último responsável político, esclareça publicamente quem tomou a decisão, com que fundamentos, e assuma as respectivas consequências. Cinquenta anos depois das primeiras eleições autárquicas, a Guarda não pode regressar aos tempos em que o poder decidia o que os cidadãos podiam ler.», refere, no final do comunicado, a JSD da Guarda.

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