Faleceu, aos 65 anos, José Manuel Suzano Louro, natural da aldeia da Malcata, concelho do Sabugal, que foi professor de Português e de História na antiga Escola Preparatória da Guarda (actual C+S de Santa Clara), também na Escola Preparatória de Pinhel e ultimamente em Guimarães, tendo sido um dos elementos preponderantes do grupo de teatro Aquilo, tendo vindo a desempenhar o cargo de presidente da Assembleia Geral. Estudou no seminário e prosseguiu os seus estudos na Guarda e posteriormente em Coimbra. Era poeta, tendo alguns dos seus poemas sido publicados nos “Cadernos de Poesia”, editados pelo Aquilo-Teatro.
«A Guarda e a região perderam agora um homem de cultura, um professor muito empenhado, um poeta e um cidadão activo», considera Américo Rodrigues, antigo dirigente e actor do Aquilo e actualmente director da DGArtes (Direcção-Geral das Artes). Na sua opinião, manifestada num breve depoimento ao jornal “Todas as Beiras”, «a Guarda perdeu um homem de cultura, um poeta que muito contribuiu para o desenvolvimento cultural da cidade porque era um activista da área da cultura, não só como professor mas também como membro de associações culturais». «É certo que ele já não vivia na cidade, como muitos outros muitos outros que tiveram que ir para outras terras desempenhar as suas profissões, mas no tempo em que foi estudante no liceu [actual Secundária Afonso de Albuquerque] e no tempo em que deu aulas nomeadamente na [então] escola preparatória foi sempre um professor exemplar, um cidadão crítico e atento e um poeta muito promissor», recorda Américo Rodrigues, que entende que se vai sentir «a falta do Zé Manuel Louro e da sua consciência ética».
A dedicação do poeta e professor à aulas e aos alunos está reflectida nas várias mensagens de antigos estudantes publicadas na sua página do Facebook, em que está também um texto emotivo do seu filho, Alexandre Louro. Armando Neves, que também integrou o Aquilo, recorda que conheceu José Louro, «pessoa de fino trato, através de um amigo comum», Américo Rodrigues, com quem partilhou «“palcos” em apresentações dos “Cadernos de Poesia”» e mais tarde na apresentação de «“Leituras Encenadas” com poesia de escritores de renome nacional».





