Terça-feira, 10 Março, 2026
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Conselho Geral do Politécnico da Guarda considera que o aumento transversal até 5% em todas as instituições penaliza o Interior e reforça as áreas metropolitanas

O Conselho Geral (CG) do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) critica as recentes orientações políticas para o Ensino Superior, em particular o aumento indiferenciado de vagas e a reformulação do modelos de bolsas de acção social “fragilizam as instituições sediadas em territórios de baixa densidade”.

Na moção, aprovada Segunda-feira por unanimidade, aquele órgão do IPG sustenta que “a autorização de um aumento transversal até 5% cinco em todas as instituições reforça a concentração da oferta e da procura nas áreas metropolitanas” e “agrava os desequilíbrios estruturais e penaliza o Interior”.

“A decisão de abandonar uma política que, nos últimos anos, orientava preferencialmente o aumento de vagas para estas instituições, aliada à introdução de incentivos financeiros que favorecem a frequência de instituições localizadas nos grandes centros urbanos, contraria os objectivos de coesão territorial”, considera o CG.

No documento, é recordado que “várias assembleias municipais de territórios do Interior, como as da Guarda, Vila Real, Castelo Branco e Covilhã, partilham estas preocupações” e “sublinham o papel central das instituições de Ensino Superior como âncoras de desenvolvimento regional, motores de conhecimento, inovação, emprego qualificado e fixação de jovens”.

O Conselho Geral entende que “a aplicação de regras uniformes a contextos distintos não promove a justiça, mas sim a consolidação de desigualdades e compromete o desenvolvimento equilibrado do país”.

Defende, por isso, “a integração de critérios de coesão territorial na definição anual de vagas, a revisão do modelo de bolsas de acção social e o reforço do financiamento das instituições do Interior, em linha com os objectivos estratégicos nacionais”.

A moção vai ser enviada para o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, bem como para os partidos com assento parlamentar e para a presidência da República.

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