Decorre esta tarde na Guarda o “Desfile e Julgamento do Galo”, com início marcado para as 16h00, desde a Alameda de Santo André até à Praça Luís de Camões (Praça Velha), contando com a participação das freguesias. Será o ponto alto do programa do “GuardaFolia 2026: Aqui há Galo!”. Na “Praça Velha”, o galo voltará a ser julgado por todos os males de 2025. «O Galináceo e o espectáculo “Julgamento e Morte do Galo” são este ano uma criação artística do Teatro do Calafrio.
O espectáculo carnavalesco que tem vindo a ser realizado na Guarda começou em 2001 com o “Guarda Milénio”, que tinha sido concebido segundo o formato de algumas tradições carnavalescas da etnografia local e que estava previsto decorrer no último dia de 2000, para dar as boas-vindas ao novo milénio, mas dada a instabilidade atmosférica, acabaria por ser adiado para 26 de Fevereiro. E foi nessa noite, vésperas de Carnaval, que o inédito desfile, que tinha sofrido «algumas alterações para dar uma dimensão mais carnavalesca», saíu à rua, desde o Jardim José de Lemos até à Praça Luís de Camões.
De salientar que o “Guarda Milénio” não igualou os desfiles que se realizam habitualmente em diversas localidades do país, tendo-se baseado em tradições como o “Enterro do Entrudo” de Famalicão da Serra e o “Jogo do Galo” de Pousade, e em personagens históricas do imaginário da Guarda.
A produção e concepção do espectáculo, promovido pelo Município e que marcou o encerramento das comemorações do oitavo centenário da cidade, esteve a cargo da Única e do Teatro Aquilo, seguindo uma ideia original de Américo Rodrigues, tendo havido um envolvimento das colectividades da região da Guarda em conjugação com companhias internacionais que deram corpo a um evento repleto de pirotecnia e fogo de artifício, teatro e perfomance, dança e música. A festa terminou com a queima da galo, como manda a tradição, pelos males que provocou e pelos quais foi condenado.
Este espectáculo viria a ser galardoado com o Troféu de Ouro dos “Prisma Awards 2001″, considerado como o mais completo e abrangente sistema de prémios com projecção in-ternacional, na categoria de Eventos. Dois anos depois, foi “O Galo da Crise” , seguindo o mesmo figurino de “Guarda Milénio”.
Depois de um interregno foi retomado em 2007
Seguiu-se um longo interregno, que só viria a ser interrompido em 2007 com “O Enterro do Entrudo”. Em 2008 voltou a ser revivida a tradição com o “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”, estando a produção a cargo do Teatro Municipal da Guarda (TMG). O galo encabeçou o desfile que contou com a participação de centenas de pessoas das colectividades e grupos da região. O guião teve a assinatura de Américo Rodrigues, que também coordenou o espectáculo. Em 2009, o TMG voltou a produzir o “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”.
Em 2010, o espectáculo “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”, produzido pela Culturguarda (empresa municipal), começou na Avenida Rainha D. Amélia e terminou, como já era habitual, na Praça Luís de Camões.
Nos anos seguintes, foi sofrendo algumas alterações, sendo a mais significativa ocorrido em 2014, tendo sido designado de “Entrudo e Morte do Galo” e ocorreu na noite de Domingo e não como era habitual na Segunda-feira, véspera de Carnaval. Para além disso, o desfile começou na Praça do Município. De destacar que, em 2016, o julgamento foi antecedido por um cortejo que teve a participação das Juntas de Freguesia, tendo cada uma delas construído um carro alegórico em função do nome da ave que lhe foi atribuído por sorteio. Desde então, tem havido o cortejo de carros alegóricos a cargo das freguesias desde a Alameda de Santo André até à Praça Luís de Camões.




