Terça-feira, 10 Março, 2026
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Discussão acesa entre o vereador João Prata (PSD) e o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, leva à suspensão provisória da reunião do executivo

Uma discussão entre o vereador da oposição João Prata (coligação PSD/CDS/IL) e o presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa (coligação NC/PPM) levou esta tarde à suspensão temporária da reunião do executivo municipal. Em causa esteve o facto de o vereador social-democrata ter criticado o presidente do município por não estar atento às intervenções da oposição. O social-democrata estava a questionar o presidente da autarquia quem tinha validado uma das cláusulas do contrato de adjudicação do “Julgamento e Morte do Galo” ao grupo de teatro Calafrio onde era referido que seriam pagos 30 por cento depois da entrega do texto do espectáculo para validação e os restantes 70% após a realização desse espectáculo. João Prata chegou mesmo a dizer que «isto parecia mais uma brincadeira de mau gosto em relação àquilo que é a liberdade de expressão». Mas enquanto explanava este assunto e também o problema das infiltrações nas escolas, o presidente do município ía conversando com outro elemento do executivo, o que irritou o social-democrata.

Sérgio Costa respondeu-lhe que tinha «a particularidade de conseguir fazer duas ou três coisas ao mesmo tempo. Nem todos têm essa capacidade», pedindo depois ao vereador para continuar a sua intervenção e alertando que o «o tempo se estava a esgotar» e que se esgotasse lhe tiraria a palavra, mas João Prata insistiu que o autarca devia estar atento às intervenções da oposição, «por uma questão de educação».

A discussão foi subindo de tom ao ponto de o presidente da Câmara decidir abandonar a sala onde estava a decorrer reunião, tendo sido acompanhado pelos restantes três elementos da maioria do executivo, regressando poucos minutos depois. E a partir daí os ânimos serenaram.

Minutos mais tarde, Sérgio Costa respondeu a João Prata assegurando que «não há, nem houve nestes últimos 12 anos» qualquer censura ao texto do espectáculo. «Até acho que falaram pouco mal de nós, porque no Carnaval ninguém leva a mal. É para isso que serve. É sátira», salienta o autarca.

No final de reunião, em declarações aos jornalistas, João Prata reafirmou que «é uma falta de educação» o presidente da Câmara não dar atenção à oposição e «numa atitude deplorável» sair da sala onde estava a decorrer a reunião, dizendo aos restantes vereadores da sua equipa executiva para seguirem o seu exemplo. «Abandonar uma reunião sem mais é claramente o papel de um monarca que se julga dono de tudo e que os vereadores são súbditos», comentou João Prata.

Confrontado com estas críticas, Sérgio Costa respondeu assim: «São declarações de criancice que não devo comentar».

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