Terça-feira, 10 Março, 2026
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Serviços da Câmara da Guarda estão condicionados devido a «incidente cibernético» ocorrido há uma semana

Desde a semana passada que estão condicionados os diversos serviços da Câmara da Guarda, devido a um «incidente cibernético complexo», como explicou esta tarde o presidente do município, Sérgio Costa, em resposta às questões colocadas pela oposição no decorrer da reunião do executivo. O chamado ataque informático verificou-se no passado dia 12, precisamente no dia em que a Policia Judiciária efectuou buscas na autarquia e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, para recolher documentação, por haver suspeitas de crimes de participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político relacionados com a contratação pública de eventos.

Hoje, no período antes da ordem do dia, tanto o socialista António Monteirinho como Alexandra Isidro, da coligação PSD/CDS/IL, quiseram saber mais pormenores sobre a situação. O vereador do PS questionou o autarca se o que houve foi provocado por um vírus ou se foi um ataque informático, bem como se houve um pedido de resgate. Por seu lado, a vereadora Alexandra Isidro quis saber se estava assegurada a protecção dos dados dos munícipes e dos processos de licenciamento de obras. Alertou ainda para a necessidade de a população ser devidamente informada sobre a situação.

Em resposta, o presidente do município assegurou que está salvaguardada a informação e os dados pessoais dos munícipes. Parco em explicações, adiantou apenas que «os serviços técnicos do município estão a trabalhar arduamente, em estreita articulação com as autoridades policiais de investigação e com consultores, para ajudarem a restabelecer a normalidade de forma blindada e definitiva». O autarca aproveitou para agradecer «a compreensão de todos os guardenses e das instituições pelos transtornos causados, enaltecendo o extraordinário espírito de missão» dos funcionários da autarquia, que, «perante a adversidade, garantem a continuidade do serviço».

Sérgio Costa referiu ainda que não há ainda uma estimativa quanto à data em que a situação possa estar resolvida, garantindo, desde já, que garantiu que «todas as situações em termos de prazos têm que ser devidamente salvaguardados, porque estamos perante um caso de força maior». E informou que, actualmente, apenas o Balcão Único está a funcionar, «embora condicionado», e espera que «gradualmente outro serviços entrem em funcionamento, de uma forma gradual».

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