Quarta-feira, 22 Abril, 2026
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Câmara da Covilhã exige do Governo a «rápida reparação» da Linha da Beira Baixa e a sua reabertura integral

O Município da Covilhã exige que do Governo a «rápida reparação» da Linha da Beira Baixa, que se encontra parcialmente cortada devido às recente tempestades, e a sua reabertura integral, com a reposição imediata de uma oferta ferroviária adequada, incluindo serviços Intercidades ou equivalentes, que assegurem ligações eficazes entre Guarda, Covilhã, Fundão, Castelo Branco e Lisboa». É isto que consta da moção, apresentada pelo presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, na reunião do executivo municipal, que decorreu Sexta-feira, tendo sido aprovada por unanimidade.

Numa nota à imprensa enviada ao jornal “Todas as Beiras”, a autarquia refere que no documento, que será enviado ao Governo, Infraestruturas de Portugal, CP – Comboios de Portugal, bem como às autarquias e entidades da região da Beira Interior, é ainda defendida «a necessidade de criar um plano alternativo de mobilidade através da Linha da Beira Alta e a inclusão da Linha da Beira Baixa nos investimentos estratégicos nacionais, designadamente no âmbito do Plano Ferroviário Nacional, assegurando a sua modernização e valorização futura». Para além disso, são solicitadas «medidas mitigadoras imediatas enquanto persistir a interrupção, nomeadamente reforço de serviços ferroviários e soluções alternativas que garantam a mobilidade das populações».

O documento reitera a importância da Linha da Beira Baixa como «uma infraestrutura ferroviária estratégica para a mobilidade, coesão territorial e desenvolvimento económico da Beira Interior», que «tem assegurado a ligação entre populações do Interior e os principais centros urbanos do país, sendo um elemento essencial para combater o isolamento e promover a igualdade de oportunidades entre territórios».

Na moção é salientando que a decisão de suspender o serviço intercidades se traduz «em graves consequências para a mobilidade das populações da região» e que «é uma situação que afecta directamente milhares de cidadãos que dependem do transporte ferroviário para trabalhar, estudar ou aceder a serviços essenciais». São ainda feitas críticas ao facto de «as ligações dentro da região» terem sido «drasticamente reduzidas», sendo que no caso concreto do troço entre Covilhã e Guarda se passou de cerca de uma dezena de comboios diários para apenas quatro, «o que compromete seriamente a possibilidade de deslocações diárias para consultas médicas, trabalho ou ensino dentro das necessidades horárias que esses compromissos implicam». «Esta realidade agrava ainda mais as dificuldades de mobilidade numa região já marcada por carências históricas em transportes públicos e por profundas assimetrias territoriais», pode ler-se no documento, em que também é manifestada preocupação por a Linha da Beira Baixa ficou excluída dos investimentos previstos no Plano Ferroviário Nacional. Outro dos aspectos evidenciados é o facto de esta linha ser utilizada para circulação de comboios de mercadorias, «determinantes e fundamentais para alavancar os serviços de exportação de produtos no território nacional, que assim não serão realizados».

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