O presidente da República, António José Seguro, e o ministro da Administração Interna, Luís Neves, deverão marcar presença na sessão solene das comemorações do 150.° aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Egitanienses (AHBVE), agendada para o próximo Domingo. De acordo com o programa, no Sábado, haverá, pelas 19 horas, a Missa Solene do 150.º Aniversário, na Sé Catedral, presidida pelo bispo da Guarda, seguindo-se, pelas 21 horas, no Jardim José de Lemos, uma demonstração de veículos e equipamentos operacionais dos Bombeiros Voluntários da cidade.
O ponto alto das comemorações decorrerá no Domingo, a partir das 9 horas, no Largo Frei Pedro, onde haverá o hastear da bandeira e a imposição de medalhas comemorativas do aniversário. Pelas 10h30, realizar-se-á a sessão solene, que será presidida pelo presidente da República.
As cerimónias de Domingo culminarão com o tradicional desfile motorizado pelas principais ruas da cidade, assinalando o encerramento das celebrações solenes.
Surgimento da Associação Humanitária remonta a 1876
O surgimento da Associação Humanitária remonta a 1876, quando, em resposta a um convite de Gerardo José Batoréu, um grupo de distintos cidadãos reuniram na sua casa e decidiram formar uma companhia de bombeiros voluntários com o fim de extinguir qualquer incêndio que se manifestasse na cidade, como refere Álvaro Guerreiro, ex-presidente da direcção da AHBVE, no livro “Apontamentos para a História dos Bombeiros Voluntários da Guarda e dos seus Quartéis-Sede”. O autor da obra adianta que o padre José António Rebello viria a ser escolhido para primeiro presidente da direcção instaladora, cargo que apenas desempenhou por três dias, tendo sido substituído por Francisco da Silva Ribeiro, engenheiro e director das Obras Públicas.
Os estatutos da AHBVE foram aprovados pelo governador Civil, em 7 de Abril de 1877, tendo, a 17 de Junho, sido eleitos os elementos que viriam a constituir os órgãos directivos. O primeiro presidente foi Francisco António Patrício.
Em 10 de Fevereiro de 1878, a jovem Associação Humanitária recebia a notícia de que a Câmara Municipal da Guarda tinha deliberado ceder à Associação o edifício denominado Igreja do Mercado, situada nas traseiras das arcadas da “Praça Velha”, que durante os últimos anos serviu de garagem de automóveis. O edifício viria a ser adaptado para arrecadação do carro-bomba comprado, em 1878, com verbas obtidas por subscrição pública. Em 26 de Janeiro de 1879, cerca de dois anos e meio depois da sua fundação, a Associação Humanitária passou a ocupar o primeiro edifício de que era proprietário. Em Agosto de 2003 viria a transferir-se para o actual quartel.




