Cresce a contestação à proposta da nova Rede de Referenciação Hospitalar em Pediatria, que esteve até ao final desta Segunda-feira em consulta pública e que coloca o Hospital da Guarda numa categoria inferior ao Hospital Pêro da Covilhã. Como o jornal “Todas as Beiras” noticiou, a Comissão Política de Secção do PSD da Guarda manifestou ontem, em comunicado, «o seu absoluto repúdio». Para a próxima Segunda-feira, a partir das 18 horas, está agendada uma “Caminhada pelo Serviço de Pediatria e Maternidade da ULS da Guarda” entre o edifício da Câmara Municipal e o hospital, devendo os participantes levar um peluche para deixar na ULS.
Também ontem, a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda manifestou «a sua profunda discordância» em relação à proposta que atribui ao Hospital da Guarda o nível I. «Esta proposta não reflecte a realidade assistencial, técnica e científica do Serviço de Pediatria e da Maternidade da ULS da Guarda e foi elaborada sem qualquer contacto, pedido de contributos ou reunião prévia com a instituição», refere a administração da instituição, presidida por Rita Figueiredo, numa nota publicada na página oficial do Facebook.
A ULS da Guarda realça que «há mais de duas décadas» que é assegurado «um Serviço de Pediatria e uma Maternidade em funcionamento permanente, 24h por dia, 7 dias por semana, com especialistas em presença física contínua» e que «desde Junho de 2025, o Serviço de Pediatria funciona numa unidade moderna, fruto de um investimento público significativo, com renovação tecnológica, requalificação de infraestruturas e reforço de valências, incluindo: Neonatologia, Urgência Pediátrica, Hospital de Dia Pediátrico, Equipa Inter-hospitalar de Cuidados Paliativos Pediatricos». E recorda que «a ULS da Guarda serve 13 concelhos de um território extenso e de baixa densidade populacional» e que o Serviço de Pediatria «cumpre rigorosamente os critérios do Nível lla, classificação que reconhece: a sua diferenciação e qualidade assistencial, a capacidade de resposta da equipa e o papel formador que o serviço desempenha a nível nacional».
A administração daquela unidade apela, por isso, ao Ministério da Saúde para «rever a proposta apresentada, repor a classificação e abrir um processo de diálogo técnico e institucional, em defesa das necessidades da população, do trabalho dos profissionais e do interesse público»




