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O que era proibido em Portugal no “tempo da outra senhora”

Se recuássemos até antes do 25 de Abril de 1974 seria difícil reconhecer Portugal. Não havia liberdade. A grande maioria dos textos jornalísticos na imprensa, na rádio ou na televisão acabavam por ser alvo de censura do visto prévio, o mesmo acontecendo com milhares de obras literárias, músicas e filmes. O regime receava que pudessem pôr em causa a sua sobrevivência. E as limitações eram tão vastas que os donos do poder ditatorial chegavam mesmo ao ponto de proibir que as enfermeiras pudessem casar.

Durante o chamado “tempo da outra senhora”, para possuir um isqueiro teria que ter licença, dar um beijo na rua era proibido, o casamento de uma professora tinha que ser autorizado pelo governo, era proibido o divórcio e também era proibido uma mulher andar sozinha à noite.

As escolas tinham salas e recreios separados para rapazes e raparigas, havia bens de consumo que não se podiam importar e não se podia sair livremente do país. E o espectro da guerra pairava sobre os jovens de 18 anos.

Antes da “Revolução de 74”, a actividade política, associativa e sindical era quase nula e controlada pela PIDE/DGS (Polícia Internacional e de Defesa do Estado e Direcção-Geral de Segurança) , havia presos políticos, a Constituição não garantia os direitos dos cidadãos.
A Constituição não garantia o direito dos cidadãos à educação, à saúde, ao trabalho ou à habitação. Não existia o direito de reunião e de livre associação e as manifestações eram proibidas. A actividade política estava condicionada, não existiam eleições livres e a única organização política aceite era a União Nacional/Acção Nacional Popular. A oposição ao regime autoritário de Salazar e depois de Marcelo Caetano, era perseguida pela polícia política (PIDE/DGS) e os elementos eram presos em cadeias e centros especiais de detenção (Caxias, Aljube e Tarrafal). Motivos mais que suficientes para que ocorresse uma mudança. Comemorar a “Revolução dos Cravos” é preservar os valores da liberdade conquistados em Abril de 74.

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