Em 1974, o então capitão Augusto Monteiro Valente comandou uma companhia para fazer a defesa da fronteira em Vilar Formoso e foi ele que deu ordem de prisão às patentes mais altas, que na altura comandavam os militares sediados no quartel militar da Guarda do Regimento de Infantaria 12 (RI12).
Augusto Valente redigiu um relatório dos acontecimentos dos dias 25 e 26 de Abril de 1974, referentes ao RI 12, que foi depois enviado às chefias do Movimento das Forças Armadas. É descrito nesse relatório que, confirmado que estava o início das operações e depois de ter tomado conhecimento da missão do RI12 – «marchar para Vilar Formoso, encerrar a fronteira e impedir a fuga de elementos afectos ao regime deposto» -, o então capitão Augusto Valente resolveu «prender o comandante e o 2° comandante» por não querer aderir ao «Movimento enquanto a situação não se definisse melhor». Cinco minutos depois da detenção, a companhia operacional saiu do quartel rumo a Vilar Formoso, sob o comando de Augusto Valente e do capitão Pina. Nesse local seria efectuada a prisão de agentes da DGS.
Nesse documento de Augusto Valente é ainda salientado que «a GNR manteve-se dentro dos quartéis até ao momento em que, já sob novo comando, retomou a actividade normal. A PSP idem. A Guarda Fiscal continuou a sua actividade normal na fronteira, não opondo qualquer resistência e afirmando que o que se passava não lhes dizia respeito. Quanto à Direcção Geral da Segurança, entregou-se imediatamente sem oferecer a mínima resistência».








