O presidente da Câmara Municipal de Seia considerou que a Feira Internacional de Artesanato (FIA), realizada recentemente em Lisboa, deveria valorizar mais o artesanato português, criticando a organização do certame e comparando-o a «uma Feira da Ladra». As declarações foram feitas na última reunião do executivo municipal, durante o balanço da participação de oito artesãos do concelho no evento.
Luciano Ribeiro explicou que o Município assegurou toda a logística necessária para a presença dos artesãos e que os primeiros contactos realizados apontam para uma experiência globalmente positiva. «O primeiro contacto que tive com dois ou três artesãos foi positivo. Valeu a pena, sobretudo pelo contacto com outro mundo», afirmou.
Contudo, acrescentou que os participantes manifestaram reservas quanto ao modelo atual da Feira Internacional de Artesanato. «O artesanato português merecia outra valorização. A feira devia ser mais uma feira de artesanato e menos uma Feira da Ladra, com venda de artigos vindos do mundo inteiro e alguns de origem duvidosa», criticou. Segundo o autarca, os serviços municipais continuam a recolher informação junto dos artesãos para avaliar os resultados da participação do concelho na iniciativa.
José Manuel Brito (seia.digital.pt)




