O social-democrata Carlos Chaves Monteiro, actual presidente da Junta de Freguesia da Guarda, reagiu ao comunicado da Concelhia do PSD local a demarcar-se das declarações proferidas por Francisco Robalo (JSD), vereador em substituição, no final da última reunião do executivo municipal, referentes à aquisição de imóveis no Centro Histórico da Guarda. Hoje, o autarca refere na sua página pessoal do Facebook que ficou «perplexo com a falta de objectividade na análise, a subserviência da mensagem e ausência de solidariedade política» por parte da concelhia “laranja”, considerando que «esta atitude é indigna».
Carlos Chaves Monteiro evidencia que «ninguém está contra a requalificação do centro histórico. Este é o primeiro erro, deliberadamente cometido por esta concelhia só para enxovalhar pessoas», acrescentando que «o que se criticou é o facto de existir mais um negócio ruinoso do executivo da câmara da Guarda», justificando que «das aquisições de imóveis não requalificou até agora nenhum», «adquire imóveis e não informa da finalidade de tais aquisições»; «adquire acima do valor médio do mercado» e «investe dinheiro neste sector, não requalifica e recorre a empréstimos, onerando as finanças da Câmara».
«Não ver esta realidade e criticar de forma fútil e instrumentalizada um militante e presidente da JSD distrital da Guarda que eu muito respeito pela inteligência, juventude e argúcia política, é continuar a prestar uma mau serviço ao partido, à Guarda e à forma de bem fazer política em prol de uma Guarda Melhor», sustenta Carlos Chaves Monteiro.
Francisco Robalo considera que «não basta comprar os imóveis, é preciso dar-lhes um fim»
De recordar que na última reunião do executivo foi aprovada, com os dois votos contra da coligação PSD/CDS/IL, a compra de três casas no centro histórico, uma das quais situada no Largo do Paço do Biu, que foi a que originou polémica. Foi a propósito da aquisição desse edifício, pelo qual a autarquia vai pagar no total 870 mil euros no prazo de quatro anos, que o vereador do PSD em substituição disse aos jornalistas no final dessa reunião que votaram contra porque «não basta comprar os imóveis, é preciso efectivamente dar-lhes um fim, um destino e ver as coisas a acontecer no terreno».
Adiantou que tinha questionado o presidente do município sobre o que concretamente estava a ser comprado, tendo-lhe sido respondido que se trata de «um prédio urbano que é propriedade de uma empresa que tem dois órgãos de comunicação social». Francisco Robalo disse que, na sua opinião, «este é um negócio que fere aquilo que pode ser efectivamente a totalidade da liberdade de imprensa na Guarda, concretamente em relação àqueles dois órgãos de comunicação social».
Foram estas declarações que levaram agora a Concelhia do PSD a fazer um comunicado a demarcar-se da posição tomada pelo vereador e a reafirmar que «a reabilitação e a utilização efectiva do Centro Histórico constituem uma prioridade política e que «a vontade dos social-democratas é clara: ver aquela zona da cidade reabilitada, habitada, dinamizada e colocada ao serviço da população, da cultura e das atividades económicas».




