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Espaço “ATO – Artes, Tradições e Ofícios”, inaugurado hoje, visa atrair pessoas à Rua Direita da Guarda, ajudar os artesãos e o comércio local

Adquirir e aprender artesanato, ver fabricar e depois saborear o pão tradicional, experimentar produtos derivados do café ou mesmo ficar a saber fabricar folhas e outros materiais a partir do centeio. Tudo isto será possível no novo espaço que nasceu no coração do Centro Histórico da Guarda, designado de “ATO – Artes, Tradições e Ofícios”, e que ocupa a antiga galeria comercial, situada entre as ruas Francisco de Passos (mais conhecida por Rua Direita) e Dr. António Júlio.

Como o jornal “Todas as Beiras” (TB) tinha avançado em Abril, aquele espaço, agora requalificado, foi arrendado pela Junta de Freguesia da Guarda, que também suportou o custo das obras, de cerca de três mil euros, efectuadas por trabalhadores da própria autarquia e também do Estabelecimento Prisional. A autarquia quer que as sete salas tenham vida, «que numa se trabalhe um oficio tradicional, noutra nasça uma ideia contemporânea, noutra se faça uma exposição, noutra se realize um workshop e noutra alguém esteja simplesmente a aprender com quem sabe».

A inauguração ocorreu esta manhã, tendo o presidente da Junta de Freguesia da Guarda, Carlos Chaves Monteiro, aproveitado para anunciar que a autarquia vai criar “vouchers” de apoio às compras realizadas nos estabelecimentos comerciais aderentes da Rua Direita, correspondentes a dez por cento do valor de cada compra até ao limite de 50 euros por compra». «Com esta medida, queremos incentivar as pessoas a regressarem à Rua Direita, a comprarem no comércio local e a conhecerem os comerciantes que continuam a acreditar no nosso centro histórico», justificou, salientando que «a ATO e o projecto da Rua Direita Viva partilham, assim, o mesmo propósito de trazer pessoas, actividade e novas oportunidades à Rua Direita». «Queremos uma rua onde as portas estejam abertas, onde haja comércio, artesanato, actividade e cultura. Criar, aprender e conviver. Porque dinamizar o centro histórico não se faz apenas recuperando edifícios. Faz-se criando razões para que as pessoas regressem, circulem, permaneçam e consumam no comércio local», evidenciou Carlos Chaves Monteiro.

O presidente da junta, que contou com a presença da vereadora da Cultura, Cláudia Guedes, na sessão inaugural da oficina criativa, informou que a “ATO” «será um espaço disponibilizado gratuitamente pela Freguesia para acolher a Associação de Artesãos da Guarda, a DISACTO [associação de teatro] e a ALTARTE, projectos individuais, bem como jovens criativos e outros projectos que aqui possam encontrar condições para desenvolver a sua criatividade, partilhar conhecimento e concretizar a sua produção artística».

A autarquia quer que seja «um espaço onde o tradicional dialogue com o contemporâneo e onde os antigos ofícios possam encontrar novas formas de expressão através da criatividade, da inovação e da tecnologia» e será «também um espaço de criação, experimentação e produção constante», que seja «interdisciplinar, aberto à comunidade, aos artesãos, aos jovens, às escolas e a todos aqueles» que visitam a cidade.

Está previsto que na “ATO” se realizem «oficinas, “workshops”, demonstrações, exposições, encontros e diferentes experiências criativas». E, salientou, há a perspectiva de poder vir a ser também «um laboratório para o desenvolvimento de projectos inovadores que recuperem saberes, matérias-primas e produtos ligados ao nosso território», dando como exemplo, «a recuperação e valorização do fabrico tradicional do pão, da criação e experimentação de produtos derivados do café, ou mesmo do desenvolvimento de soluções inovadoras, como o fabrico de folhas e outros materiais a partir do centeio, entre muitas outras ideias e iniciativas que queremos estimular».

«Queremos que quem visite a Guarda encontre aqui mais um motivo para percorrer a Rua Direita, conhecer os nossos artesãos, descobrir aquilo que se produz no nosso território, participar em “workshop’s”, assistir a uma demonstração ou simplesmente entrar, conversar e usufruir deste espaço», disse Carlos Chaves Monteiro, acrescentando que a “ATO” «pretende, por isso, ser também um lugar de atracção, encontro, entretenimento e convívio. Um espaço descontraído, onde seja possível descobrir a criatividade local, conhecer quem produz e como produz e onde possam também existir momentos de degustação e valorização dos nossos produtos e sabores».

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