Segunda-feira, 29 Junho, 2026
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“Caso Gisela Valente” – Deputado socialista Rui Ribeiro apresenta moção de censura ao presidente da Câmara da Guarda

O caso de Gisela Valente, a funcionária que nos então Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) da Guarda foi vítima de assédio laboral por parte da sua superior hierárquica, Luísa Santos, voltou esta manhã a ser abordado na reunião da Assembleia Municipal da Guarda. O deputado socialista Rui Ribeiro apresentou há momentos (ainda antes da interrupção dos trabalhos) uma “Moção de censura ao presidente da Câmara Municipal da Guarda”. Como o jornal “Todas as Beiras” já tinha noticiado, esse documento, em que no final do texto é referido como sendo subscrita pelos “deputados da Assembleia Municipal eleitos pelo PS”, pode ler-se que «o “Caso Gisela Valente” é hoje um escândalo nacional, por todos conhecido e por todos discutido! E é-o, porque Gisela Valente foi vítima de bullying, vítima de perseguição, de abuso de poder e de maus tratos psíquicos que a poderiam ter levado a atitudes extremas». «A sentença, já transitada em julgado, há mais de um ano, não deixa margem para interpretações benevolentes nem para desculpas tardias», refere a moção, sustentando que «o que aconteceu a esta trabalhadora não foi um acidente administrativo, não foi um mal-entendido, nem tampouco um conflito interno» mas que «foi a consequência directa de um ambiente onde o poder foi exercido sem controlo, sem vigilância e sem responsabilidade, e onde o Presidente da Câmara, apesar de alertas, sinais e denúncias, optou por nada fazer, permitindo que o abuso se tornasse rotina e que o medo se tornasse método».
Na moção, é defendido, por isso, que, «perante uma sentença judicial que confirma abusos» a Assembleia Municipal «deve exigir explicações formais e imediatas» e que «o silêncio é, neste momento, uma violação do mandato democrático». «A credibilidade das instituições políticas da Guarda está ferida e só será restaurada quando o Executivo deixar de se esconder atrás de formalismos e assumir que a omissão é também uma forma de abuso de poder», pode ler-se ainda na moção.
De recordar que os socialistas têm abordado por diversas vezes este assunto, tanto nas reuniões do executivo municipal como nas da Assembleia Municipal. Na última reunião do executivo municipal, o vereador do PS António Monteirinho voltou a questionar o autarca sobre o caso da funcionária, tendo, mais uma vez, Sérgio Costa respondido que ainda não recebeu o excerto da acta da reunião da Assembleia Municipal de 26 de Abril onde Gisela Valente abordou o assunto. «Assim que chegar o extrato em acta [que só será aprovada na próxima Segunda-feira], o documento formal, será aberto o processo de inquérito, tal como eu referi nas minhas declarações públicas na última Assembleia», justificou.

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