A Assembleia Municipal da Guarda rejeitou, por maioria, a “Moção de censura ao presidente da Câmara Municipal da Guarda”, apresentada esta manhã pelo deputado socialista Rui Ribeiro, em nome da bancada do PS, tendo havido 49 votos contra, 17 a favor e 10 abstenções.
Como o jornal “Todas as Beiras” já tinha noticiado, esse documento, em que no final do texto é referido como sendo subscrita pelos “deputados da Assembleia Municipal eleitos pelo PS”, pode ler-se que «o “Caso Gisela Valente” é hoje um escândalo nacional, por todos conhecido e por todos discutido! E é-o, porque Gisela Valente foi vítima de bullying, vítima de perseguição, de abuso de poder e de maus tratos psíquicos que a poderiam ter levado a atitudes extremas». «A sentença, já transitada em julgado, há mais de um ano, não deixa margem para interpretações benevolentes nem para desculpas tardias», refere a moção, sustentando que «o que aconteceu a esta trabalhadora não foi um acidente administrativo, não foi um mal-entendido, nem tampouco um conflito interno» mas que «foi a consequência directa de um ambiente onde o poder foi exercido sem controlo, sem vigilância e sem responsabilidade, e onde o Presidente da Câmara, apesar de alertas, sinais e denúncias, optou por nada fazer, permitindo que o abuso se tornasse rotina e que o medo se tornasse método».
No decorrer da discussão desta proposta, o deputado José Valbom (da coligação NC/PP “Pela Guarda) considerou que é «uma moção à Chega e à Now [canal televisivo que fez uma reportagem sobre o caso]», adiantando que «a moção não tem capacidade para retirar o poder do presidente da Câmara». Na sua opinião, a moção tinha em viosta «um julgamento de carácter do presidente da Câmara», tendo apelado aos deputados para não embarcarem «nestas teorias populistas».
Miguel Borges (PS) viria a esclarecer que a «moção do PS» visa criticar a postura do autarca relativamente ao caso de Gisela Valente e «não o carácter da pessoa».
O deputado social-democrata Rodrigo Besteiro reforçou a ideia, salientando que a moção tem em vista «analisar o comportamento do presidente da Câmara. Não é para queda de governo nenhum». Para o deputado da Iniciativa Liberal, Rui Abreu, «este é, mais uma vez, um caso mal conduzido» pela autarquia.




