Segunda-feira, 3 Agosto, 2026
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“Ocupar a Velga” anima esta semana a aldeia de Valezim (Seia)

A aldeia de Valezim, no concelho de Seia, recebe, a partir de hoje e até até ao próximo Sábado, a 5.ª edição do festival “Ocupar a Velga”, uma proposta cultural que visa promover o cruzamento entre arte, comunidade e território, com impacto crescente na região. Este evento cultural, organizado pelo Produção d’Fusão, com sede naquela aldeia, inclui teatro, dança, performance, cinema, oficinas, sessões de leitura, conversas e momentos de convívio, reunindo artistas e comunidade em torno de diferentes formas de pensar o lugar, as relações humanas e as paisagens que habitamos.

De acordo com os programadores do festival, «a diversidade de linguagens artísticas faz parte da identidade do evento e resulta da vontade de criar múltiplas portas de entrada para a experiência cultural». «Sabemos que diferentes pessoas se relacionam de formas distintas com a arte» e essa diversidade permite «chegar a públicos mais amplos e criar oportunidades de descoberta, refere a organização numa nota enviada ao jornal “Todas as Beiras”.

A programação arranca hoje com a 6.ª edição do “MiniLab”, uma oficina de artes performativas orientada por Margarida Mestre, dirigida a crianças e jovens dos 6 aos 13 anos. Sob o mote “Em Valezim Plim! Acontece um lugar”, a oficina convida os participantes a olhar para a aldeia como matéria de construção e invenção, explorando histórias, ruas, casas, pessoas, árvores e fontes.

Entre hoje a Quinta-feira, decorre também a recolha de histórias e memórias de Valezim para a criação artística “Novelga”, conduzida por Catarina Requeijo e Manuela Pedroso, num trabalho desenvolvido com a comunidade e integrado numa obra com estreia prevista para 2027. A programação artística inclui teatro, com o espectáculo “Popular”, de Sara Inês Gigante, que será apresentado na Quarta-feira e que é «uma criação que cruza auto-ficção, humor e reflexão sobre os conceitos de popularidade, cultura de massas e participação colectiva».

Na Quinta-feira, será apresentada “Mulher Enciclopédia”, uma criação de Poliana Tuchia e Keli Freitas, «um solo autobiográfico que atravessa memórias familiares, silêncio e resistência através do humor, da ironia e da desobediência», informa a organização, adiantando que, no dia seguinte, a encenadora Mónica Calle e o Coro das Mulheres da Fábrica estreiam “Descrição de uma paisagem”, «uma performance-percurso inédita criada a convite do Ocupar a Velga».

O cinema marca presença no Sábado com uma sessão de curtas-metragens infantis, numa parceria com o Festival Play. «No mesmo dia, e em jeito de encerramento do festival é a vez de “Também se matam cavalos”, de Francisco Thiago Cavalcanti & Um cavalo disse mamãe, uma criação que explora a liberdade, a resistência e os limites entre loucura e imaginação», informam os programadores do festival.

Além dos espectáculos, o “Ocupar a Velga” promove momentos de reflexão e participação comunitária, nomeadamente com uma tertúlia dedicada à biodiversidade da Serra da Estrela, em parceria com o CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens e uma sessão de leitura com Maria Beatriz Seabra. A edição deste ano finalizará com Mike El Nite, DJ, host e entertainer.

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