O Município da Covilhã continua a apostar fortemente na divulgação dos apoios à candidatura a Capital Portuguesa da Cultura e a anunciar publicamente os crescentes apoios de diversas personalidades, entre as quais, do actor Ruy de Carvalho, da reitora da Universidade da Beira Interior (UBI), Ana Paula Duarte, e do compositor e músico João Gil. Depois de, Quarta-feira, ter publicado na página oficial da autarquia um “testemunho” do presidente da Comunidade Intermunicipal da Região das Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE), Carlos Condesso, foi hoje a vez de surgir um texto de Rui Ventura, presidente da Comissão Executiva da Turismo Centro de Portugal, acompanhado da sua fotografia e com os dizeres “Apoia a candidatura”. Contrariamente ao “testemunho” do presidente da CIMRBSE no qual são tecidos elogios à Covilhã e não é feita qualquer referência a mais nenhuma candidatura, Rui Ventura deixa claro no texto que «a Turismo Centro de Portugal manifesta o seu apoio à candidatura da Covilhã, à semelhança do que sucede com as demais candidaturas dos municípios da Região Centro, reconhecendo em cada uma delas uma oportunidade para valorizar a identidade, a diversidade e a afirmação cultural de toda a região». De recordar que, nesta corrida a Capital da Cultura, estão nove municípios, quatro dos quais fazem parte da área abrangida pela Turismo Centro: Covilhã, Guarda, Leiria e Óbidos.
«A cultura é um elemento essencial para a afirmação dos territórios e para a construção de destinos diferenciadores, qualificados e sustentáveis. Uma Capital Portuguesa da Cultura representa, por isso, uma oportunidade para mobilizar comunidades, valorizar o património e a criatividade e gerar novas dinâmicas de desenvolvimento», escreve o dirigente da Turismo Centro, salientando que «a candidatura da Covilhã a Capital Portuguesa da Cultura 2028 assume também uma dimensão regional».
«A atribuição deste título a uma cidade da Região Centro constituirá uma oportunidade para projectar a riqueza e a diversidade cultural da região, dando maior visibilidade aos seus agentes, as suas comunidades e às diferentes expressões da sua identidade.
Será também uma oportunidade para atrair novos públicos, reforçar a ligação entre cultura e turismo e gerar impactos económicos e sociais com expressão regional», escreve Rui Ventura.
A terminar refere que «é com esta visão que a Turismo Centro de Portugal manifesta o seu apoio à candidatura da Covilhã, à semelhança do que sucede com as demais candidaturas dos municípios da Região Centro, reconhecendo em cada uma delas uma oportunidade para valorizar a identidade, a diversidade e a afirmação cultural de toda a região».

Oito municípios querem entrar na corrida a Capital Portuguesa da Cultura em 2028
Oito municípios já anunciaram estar interessadas em ser Capital Portuguesa da Cultura em 2028, entre os quais a Covilhã e a Guarda, que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região das Beiras e Serra da Estrela. Inicialmente, o prazo para as autarquias de Amarante, Barreiro, Covilhã, Guarda, Leiria, Loulé, Óbidos e Setúbal apresentarem as respectivas candidaturas terminaria este mês mas foi alargado até 3 de Dezembro. O projecto da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciado em Dezembro de 2022 pelo então ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva. A primeira edição teve lugar em Aveiro em 2024, a segunda em Braga, em 2025, e Ponta Delgada, cidade da ilha de São Miguel, este ano. Com o alargamento do prazo de candidaturas, o anúncio da cidade vencedora já não deverá ser no dia 9 de Dezembro.
À semelhança das edições anteriores, a Capital Portuguesa da Cultura contará com uma dotação financeira estatal de 1 milhão de euros (Ponta Delgada teve um acréscimo de 300 mil euros devido à insularidade).
As propostas serão avaliadas por um júri independente presidido por Guilherme d’Oliveira Martins. Também fazem parte do júri Sara Brighenti, subcomissária do Plano Nacional das Artes, o empresário Álvaro Covões e Carla Barros, da Casa da Arquitectura.
O aviso do concurso estabelece que as candidaturas devem apresentar um programa cultural criado para o ano do título, mas integrado numa estratégia municipal de médio e longo prazo. A avaliação terá em conta a qualidade, a coerência e a inovação do programa artístico, a capacidade de execução, a sustentabilidade financeira e o potencial de legado cultural, social e económico.




