Sérgio Costa, que se recandidatou pela coligação “PG-Pela Guarda” (NC/PPM), foi reeleito e conseguiu alcançar a tão desejada maioria absoluta, ao serem eleitos mais três elementos para o executivo municipal. A coligação PSD/CDS-PP/IL ficou agora apenas com dois mandatos e o PS manteve um. Das 43 freguesias, a coligação “PG-Pela Guarda” conseguiu vencer em 33, informou Sérgio Costa.
«Hoje na Guarda fez-se história», realçou o autarca reeleito, nas primeiras declarações feitas à porta da sede de candidatura, perante os apoiantes que estavam concentrados na Praça Luís de Camões, adiantando que a primeira medida a tomar após a tomada de posse será a adjudicação da “variante da Ti Jaquina”. Sérgio Costa espera agora que todos os guardenses se unam em prol da Guarda.
«A partir de hoje, com esta maioria que nós nos sentimos reforçados, perante aquilo que aconteceu no distrito, na comunidade intermunicipal e no país, a Guarda tem uma responsabilidade acrescida nos vários órgãos regionais, por isso a Guarda quererá ter uma palavra a dizer naquilo que serão as grande decisões da região e do país. É isso que nós queremos que seja respeitado», reivindicou Sérgio Costa.
O social-democrata Carlos Chaves Monteiro foi eleito presidente da Junta de Freguesia da Guarda, sucedendo a João Prata, que se candidatou à presidência da Câmara da Guarda embora não tenha conseguido esse objectivo. A coligação PSD/CDS/IL estará representada na autarquia por dois vereadores (João Prata e Alexandra Isidro).
Em declarações aos jornalistas, João Prata já disse que assumirá o lugar de vereador, adiantando que «todos os colegas candidatos na lista de vereadores terão oportunidade de, durante o mandato, também de exercer aquele lugar», quando ele não puder ir às reuniões. Aguarda agora que se vão ser cumpridas as promessas feitas pela coligação que venceu as eleições, realçando que «agora deixou de haver desculpas e queixinhas que se verificou durante o mandato».
Por seu lado, Carlos Chaves Monteiro disse à comunicação social que está convicto de que «é possível construir uma Guarda mais próspera, desenvolvida», assegurando que pretende trabalhar com a oposição, que ganhou as eleições, numa referência à coligação “PG – Pela Guarda” (NC/PPM). «Vamos lutar sempre pelas causas em que acreditamos e a Guarda é uma causa que nós todos acreditamos», frisou.
O socialista António Monteirinho, candidato à Câmara e presidente da concelhia, assumiu desde já derrota nestas eleições, dizendo que é da sua inteira responsabilidade. Agora vai analisar os resultados alcançados e estará tudo em aberto, excepto demitir-se da liderança da concelhia mas assegurando que não se recandidatará ao cargo. Nas declarações aos jornalistas, aproveitou para endereçar os parabéns a Sérgio Costa por ter ganho estas eleições, agradecendo depois aos guardenses pela votação nos candidatos apresentados pelo PS, salientando que o partido «manteve aquilo que anteriormente tinha».
Nestas eleições, a coligação “PG-Pela Guarda” conseguiu 11.168 votos (45,92%), contra 7.378 (30,34%) da coligação PSD/CDS/IL e 3.259 (13,40%) do PS.
De recordar que havia seis candidatos à cadeira maior do Município da Guarda. Para além de Sérgio Costa, que se recandidatou a um segundo mandato, desta vez em nome da coligação do “Nós Cidadãos”/PPM denominada “PG – PELA GUARDA”, surgiram na corrida eleitoral o social-democrata João Prata, até agora presidente da Junta de Freguesia da Guarda, que liderava a coligação PSD/CDS/IL, denominada “Guarda com ambição”. O PS avançou com António Monteirinho, líder da estrutura concelhia, e a CDU (Coligação Democrática Unitária, que congrega o PCP e Os Verdes) apresentou José Pedro Branquinho, guia do Parque Arqueológico do Vale do Côa, em Vila Nova de Foz Côa. O Chega apostou em Luís Soares, que era deputado daquele partido na Assembleia Municipal, e a Alternativa Democrática Nacional (ADN) escolheu Marina Brazete.







