Na passada quinta-feira celebrou-se o 42.º aniversário do NERGA – Associação Empresarial da Região da Guarda. Mas, honestamente, aquela noite acabou por representar muito mais do que um aniversário institucional.
Mais importante do que as mais de 300 pessoas presentes, mais relevante do que a excelente intervenção de Nadim Habib, houve algo que ficou verdadeiramente evidente: hoje olha-se para o Núcleo Empresarial da Região da Guarda de forma diferente. Com mais ambição. Mais dinamismo. Mais futuro.
E isso tem muito da marca de Orlando Faísca.
Existem líderes que gerem estruturas. E existem outros que conseguem transformar mentalidades. O Orlando pertence claramente ao segundo grupo.
É alguém inquieto por natureza. Daquelas pessoas que nunca entram verdadeiramente em modo automático. Está constantemente à procura de novas ideias, novos desafios, novas metodologias e novas formas de ligar pessoas, empresas e instituições. E talvez seja precisamente isso que distingue os líderes que deixam marca dos que apenas ocupam cargos.
Durante demasiado tempo, muitas associações empresariais em Portugal viveram apenas da representação formal, dos eventos protocolares e dos discursos institucionais. Mas o mundo mudou. E o Orlando percebeu isso cedo.
Percebeu que uma casa associativa também tem de pensar como uma empresa: com visão estratégica, sustentabilidade financeira, inovação e impacto real na comunidade. Percebeu que liderar uma estrutura empresarial não é apenas organizar jantares ou conferências — é criar movimento, provocar mudança e abrir portas às gerações seguintes.
Tenho acompanhado o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e vejo alguém que trouxe energia nova para o ecossistema da região. A ligação às escolas, os desafios lançados aos jovens, a introdução de metodologias lean, os processos de capacitação, a aproximação entre empresas e conhecimento… tudo isto vai criando lentamente uma nova cultura empresarial no território.
E este talvez seja o maior mérito das pessoas inquietas: não aceitam o “sempre foi assim”.
São pessoas que aceleram processos. Que empurram os outros para a frente. Que obrigam os ecossistemas a mexer. E mesmo quando erram, erram a fazer acontecer.
Curiosamente, tudo isto faz-me lembrar o Faísca McQueen.
E aqui a metáfora quase parece destino. Porque alguém com o apelido Faísca dificilmente poderia andar devagar.
O Faísca nunca foi o personagem mais sofisticado. Às vezes era trapalhão. Impulsivo. Nem sempre dizia a coisa certa. Mas tinha algo que os outros nem sempre tinham: velocidade, coração e vontade de ganhar sem deixar ninguém para trás.
E no fundo, liderar também é isso.
É correr primeiro quando ninguém quer arrancar. É inspirar confiança quando os outros hesitam. É contagiar equipas com energia e visão. É fazer com que as pessoas sintam que vale a pena acreditar.
O Orlando tem muito dessa energia. Não da liderança distante ou burocrática, mas da liderança próxima, prática e mobilizadora. Daquelas pessoas que fazem mais do que falam. E isso, nos dias de hoje, vale ouro.
Porque as regiões do interior não precisam apenas de diagnósticos sobre desertificação, envelhecimento ou falta de oportunidades. Precisam de gente que faça acontecer. Que crie pontes. Que traga novas linguagens. Que ligue empresários, jovens, escolas e instituições à ideia de futuro.
Precisam de líderes que acelerem.
O Orlando Faísca pode até não andar num carro vermelho da Pixar, mas corre com a mesma energia de quem acredita que é possível levar todos mais longe.
Por isso, sim: talvez o Orlando seja mesmo o novo Faísca McQueen.
Ou melhor ainda…
O nosso Faísca McQueen.




