Quarta-feira, 13 Maio, 2026
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XXI FESTUBI – Festival de Tunas da Universidade da Beira Interior anima a cidade da Covilhã

O FESTUBI – Festival de Tunas da Universidade da Beira Interior, organizado pela Desertuna, decorre a partir de Sexta-feira e até Domingo, na Covilhã. Esta vigésima primeira edição, que conta com o apoio do jornal “Todas as Beiras”, marca o regresso desta iniciativa estudantil ao Teatro Municipal da Covilhã (TMC), «devolvendo o festival a um dos espaços culturais mais emblemáticos da região», salienta a tuna.

Ao longo dos três dias, a cidade será palco da cultura académica e da música tradicional, contando este ano com a presença de algumas das mais prestigiadas tunas do país: Estudantina Universitária de Coimbra, Tuna de Tecnologia da Saúde do Porto, Estudantina Académica de Castelo Branco. Haverá ainda a participação especial de Bia Maria na “Noite de Serenatas”, agendada para Sexta-feira, na Praça do Município, com início às 21 horas, e de Berg na “Noite do Festival”, que decorrerá no Sábado no TMC, a partir das 21 horas.

A Desertuna realça que «o FESTUBI cresceu e viveu anualmente no TMC durante quinze edições ininterruptas, até ao início das suas obras de requalificação» e que «este regresso, com casa esgotada» é «o reflexo de muitos anos de dedicação por parte da organização em trazer o melhor da cultura tunante à Cidade Neve e prova o impacto que a dinamização associativa tem na comunidade covilhanense».

De acordo com a programação do festival, na Sexta-feira, a partir das 21 horas, será a “Noite das Serenatas” na Praça do Município, que será antecedida, à tarde, pelo “Favaíto d´honra”, no salão nobre dos Paços do Concelho. No Sábado, decorrerão as “Passacalles” no centro histórico da cidade, estando o início do festival marcado para as 21 horas no TMC.

HISTORIAIS DAS TUNAS*

Estudantina Universitária de Coimbra

«É em 1979 que, tendo por base o Movimento de Pró-Organização e Restauração da Praxe Académica de Coimbra, surge a ideia de criação da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), a qual se pretendia virada para a divulgação do Fado de Coimbra e da cultura Académica de Coimbra no geral, ao tempo tão aviltadas. Mas depressa se percebeu a importância de um maior ecletismo para cativar os estudantes de toda a Academia, tendo sito também com este propósito que se criaram outros grupos, como a Orquestra Típica e Rancho ou a Orxestra Pitagórica.

Havia, no entanto, um espaço a preencher na Academia. A Secção de Fado, já com uma atividade sólida, desloca-se a Espanha nos anos 80 com os seus grupos de fado para participar num Certame de Tunas, um género de grupo que não existia na altura em Portugal, pelo menos com os moldes que hoje lhe conhecemos. Não se pode dizer que a experiência tenha sido agradável, já que os estudantes espanhóis não souberam respeitar a solenidade (por desconhecido, claro) que a Canção de Coimbra exige. Mesmo assim, repetiu-se o intercâmbio cultural, mas desta vez convidando para as Noites do Parque da Queima das Fitas uma Tuna Espanhola, que fez um sucesso monumental entre os estudantes da Academia.

Assim, e visando recuperar o espírito da “velha” Estudantina Académica de Coimbra no seio da Secção de Fado, estreia-se a 16 de março de 1985 a Estudantina Universitária de Coimbra na Póvoa do Lanhoso, uns tempos antes do enorme sucesso que viria a ter no Sarau de Gala da Queima das Fitas de 1985.

De lá para cá, cumpre destacar a deslocação a Sevilha, na Expo92; a participação nas comemorações oficiais do dia de Portugal na Expo98; a deslocação a S.Tomé e Príncipe em 1989, tendo como consequência a fundação da Associação de Amizade Coimbra/S.Tomé; a digressão a Itália em Maio de 1994, por ocasião da visita oficial de S. Ex.a o Presidente da República Portuguesa Dr. Mário Soares, tendo actuado no jantar de gala oferecido às individualidades italianas, no Palácio Ducal em Génova; a representação de Portugal na reunião de todos os países com assento na NATO, em plena guerra do golfo; a participação no programa cultural do Pavilhão de Portugal na Expo Saragoza 2008. Mais recentemente destaca-se a presença na Final da Taça de Portugal 2012, ganha pela Académica, viagens à América do Norte mantendo o contacto com as várias comunidades portuguesas, a participação na cerimónia de abertura do Rally de Portugal, a Serenata da Esperança transmitida em direto na TVI24 que alcançou mais de 3 milhões de visualizações ou a participação no programa da RTP1 “Estrelas ao Sábado” no qual foi finalista.

A Estudantina foi agraciada em 1990 com a Medalha de Mérito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. É ainda Tuna de Honra da Tuna de Arquitetura de Valladolid e da Tuna de Direito de Múrcia, da Tuna de San Martin de Porres (Peru) e da Cuarentuna de Marbella. Encontra-se geminada com a Tuna Universitária de Salamanca, com a Tuna de Arquitetura de Valladolid, com a Cuarentuna de Alicante, com a Tuna Universitária de Zaragoza e com a Tuna de Veteranos da Curuña.

Tem participado ao longo dos seus 40 anos nos mais reconhecidos Festivais e Certames de Tunas, nacionais e internacionais, tendo sido galardoada com inúmeros prémios que são o reconhecimento da sua crescente evolução artistica. Conta com 5 trabalhos discográficos editados: “Estudantina Passa” (1989); “Canto da Noite” (1992); “Portugal Total” (1998); “25 anos de Sonho e Tradição” (2010) e o novíssimo “Mais Além” (2024).

A Estudantina organiza ainda anualmente o FESTUNA – Festival Interncional de Tunas de Coimbra que cumpre este ano a sua 34ª Edição que se pretende que seja uma grande festa Cultural da Academia e da própria cidade de Coimbra.»

Estudantina Académica de Castelo Branco

«Fundada a 24 de Maio de 2006, a Estudantina Académica de Castelo Branco é fruto do sonho de alguns estudantes albicastrenses, que um dia pensaram ser tempo de dar e fazer mais e melhor pela sua Academia, decidindo trazer de volta à Instituição em que estavam inscritos, o prazer de ver o seu nome elevado e honrado além-fronteiras por um grupo musical, que pudesse mostrar o que de melhor existe na vida académica Albicastrense. Foi vontade de todos os seus fundadores reunir no seio do grupo, elementos que partilhassem um espírito de alegria, companheirismo e dinamismo, para assim poderem projetar a comunidade estudantil local, pugnando por uma união de mentalidades e de espírito académico.

Constituída por cerca de 40 elementos, tem como principal objetivo defender a Tradição Académica, representar, dignificar e honrar condignamente a sua Cidade e a sua Academia, sempre com a maior das qualidades, tendo com objetivo funcionar como uma entidade de carácter cultural, lúdico e formador tanto no aspeto musical como na componente humana dos indivíduos que a constituem.

Demonstrar responsabilidade nunca esquecendo o iluminado espírito de boémia, pode não ser o lema mas é sem dúvida a origem da força da Estudantina Académica de Castelo Branco, que tem como objectivo deixar recordações inesquecíveis, a todos aqueles, muito especialmente às Donzelas, que tenham a oportunidade de connosco privar.

A 17 de Novembro de 2007 a Estudantina apresentou o seu traje, adaptado do traje de maioral usado na região no início do século XX, preservando assim as tradições e a memória da nossa Cidade.

A Estudantina Académica de Castelo Branco teve a honra de ser apadrinhada pela Mui Nobre Estudantina Académica da Madeira, no dia 1 de Março de 2007, cumprindo assim com um dos mais tradicionais preceitos Tunantes. Teve também a honra de estabelecer uma Irmandade com a TUSALD – Tuna Académica da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias, no dia 17 de Novembro de 2007.

A 13 de Novembro de 2010 apadrinhou a Tuna da Universidade Sénior de Castelo Branco A 12 de Dezembro de 2008, eleva-se ao estatuto de Associação Cultural, com o objectivo de dinamizar a actividade e cultura académica na sua região. Teve o orgulho de organizar o 6º Encontro Nacional de Tunos nos dias 16, 17 e 18 de Outubro de 2009. Organiza anualmente, outrora em Novembro, agora em Maio, o FITUCB – Festival Internacional de Tunas Universitárias da Cidade de Castelo Branco.»

Tuna de Tecnologia de Saúde do Porto – Tuna TS

«Fundada a 11 de novembro de 1995, por um pequeno grupo de estudantes amantes da música e da vida académica, a Tuna TS percorreu já milhares de quilómetros a espalhar o seu nome e o da instituição à qual pertence. Uma pequena amostra, apenas, daquilo que a Tuna representa. O que ela significa tanto para os seus elementos como para aqueles que são brindados com a sua luz, cor, alegria e música. Muita música! Mas o fenómeno ultrapassa tudo isso. Converte-se em algo mais. Mais do que guitarras e bandolins, trajes negros e estandartes, a Tuna assume uma forma só. A Tuna respira, a Tuna pensa, a Tuna vive. A Tuna é uma pessoa! A nossa Tuna. A vossa Tuna. A Tuna TS.»

Estudantina Universitária de Coimbra

«É em 1979 que, tendo por base o Movimento de Pró-Organização e Restauração da Praxe Académica de Coimbra, surge a ideia de criação da Secção de Fado da Associação Académica de Coimbra (SF/AAC), a qual se pretendia virada para a divulgação do Fado de Coimbra e da cultura Académica de Coimbra no geral, ao tempo tão aviltadas. Mas depressa se percebeu a importância de um maior ecletismo para cativar os estudantes de toda a Academia, tendo sito também com este propósito que se criaram outros grupos, como a Orquestra Típica e Rancho ou a Orxestra Pitagórica.

Havia, no entanto, um espaço a preencher na Academia. A Secção de Fado, já com uma atividade sólida, desloca-se a Espanha nos anos 80 com os seus grupos de fado para participar num Certame de Tunas, um género de grupo que não existia na altura em Portugal, pelo menos com os moldes que hoje lhe conhecemos. Não se pode dizer que a experiência tenha sido agradável, já que os estudantes espanhóis não souberam respeitar a solenidade (por desconhecido, claro) que a Canção de Coimbra exige. Mesmo assim, repetiu-se o intercâmbio cultural, mas desta vez convidando para as Noites do Parque da Queima das Fitas uma Tuna Espanhola, que fez um sucesso monumental entre os estudantes da Academia.

Assim, e visando recuperar o espírito da “velha” Estudantina Académica de Coimbra no seio da Secção de Fado, estreia-se a 16 de março de 1985 a Estudantina Universitária de Coimbra na Póvoa do Lanhoso, uns tempos antes do enorme sucesso que viria a ter no Sarau de Gala da Queima das Fitas de 1985.

De lá para cá, cumpre destacar a deslocação a Sevilha, na Expo92; a participação nas comemorações oficiais do dia de Portugal na Expo98; a deslocação a S.Tomé e Príncipe em 1989, tendo como consequência a fundação da Associação de Amizade Coimbra/S.Tomé; a digressão a Itália em Maio de 1994, por ocasião da visita oficial de S. Ex.a o Presidente da República Portuguesa Dr. Mário Soares, tendo actuado no jantar de gala oferecido às individualidades italianas, no Palácio Ducal em Génova; a representação de Portugal na reunião de todos os países com assento na NATO, em plena guerra do golfo; a participação no programa cultural do Pavilhão de Portugal na Expo Saragoza 2008.

Mais recentemente destaca-se a presença na Final da Taça de Portugal 2012, ganha pela Académica, viagens à América do Norte mantendo o contacto com as várias comunidades portuguesas, a participação na cerimónia de abertura do Rally de Portugal, a Serenata da Esperança transmitida em direto na TVI24 que alcançou mais de 3 milhões de visualizações ou a participação no programa da RTP1 “Estrelas ao Sábado” no qual foi finalista.

A Estudantina foi agraciada em 1990 com a Medalha de Mérito do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. É ainda Tuna de Honra da Tuna de Arquitetura de Valladolid e da Tuna de Direito de Múrcia, da Tuna de San Martin de Porres (Peru) e da Cuarentuna de Marbella. Encontra-se geminada com a Tuna Universitária de Salamanca, com a Tuna de Arquitetura de Valladolid, com a Cuarentuna de Alicante, com a Tuna Universitária de Zaragoza e com a Tuna de Veteranos da Curuña.

Tem participado ao longo dos seus 40 anos nos mais reconhecidos Festivais e Certames de Tunas, nacionais e internacionais, tendo sido galardoada com inúmeros prémios que são o reconhecimento da sua crescente evolução artistica. Conta com 5 trabalhos discográficos editados: “Estudantina Passa” (1989); “Canto da Noite” (1992); “Portugal Total” (1998); “25 anos de Sonho e Tradição” (2010) e o novíssimo “Mais Além” (2024).

A Estudantina organiza ainda anualmente o FESTUNA – Festival Interncional de Tunas de Coimbra que cumpre este ano a sua 34ª Edição que se pretende que seja uma grande festa Cultural da Academia e da própria cidade de Coimbra.»

Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Inteiror

«“Trovadores e amantes por vocação, são estudantes nas horas vagas.”

Ao dia 20 do mês de novembro de 2002, um grupo de 7 amigos decidiu acabar de vez com o marasmo e a monotonia das noites da Cidade Neve, a Covilhã. O objetivo a que se propunham era simples: criar um projecto sério que dignificasse a mui nobre Universidade da Beira Interior e, por conseguinte, a Cova da Beira.

Assim nasceu a Desertuna – Tuna Académica da Universidade da Beira Interior. A tarefa que se apresentava como a mais complicada, convencer gente nova a juntar-se a este sonho, veio a revelar-se a mais fácil, até que, a 28 de Fevereiro de 2003, a Desertuna teve a sua primeira aparição pública, em Salamanca.

O resto é história (…e que história!), construída no respeito pelas suas raízes, valores e tradições, e com a irreverência e espírito inovador que se lhe acrescentam geração após geração. Tendo já corrido todos os cantos de Portugal, e contando até com algumas viagens internacionais, assume-se como um embaixador e agente cultural da Covilhã, após se instituir como Associação Cultural Desertuna, em 2005.»

Crescendo por entre muitas amizades e irmandades, e prosseguindo o seu caminho musical com uma apostada vincada em temas originais, estes jovens continuarão a ter, como missão, trazer alegria e reconhecimento à comunidade UBIana e às gentes beirãs que habitam o sopé da Serra da Estrela.»

*Textos da responsabilidade de cada uma das tunas.

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