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Carlos Condesso faz balanço positivo do primeiro mandato e diz que Figueira de Castelo Rodrigo tem que «prosseguir na trajectória de evolução e de mudança»

A reabilitação total da Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo (obra a cargo do Estado) e a construção da Praia Fluvial na Barragem de Santa Maria de Aguiar e de uma dúzia de habitações na zona histórica a custos controlados (em parceria com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, serão alguns dos maiores investimentos previstos para o concelho nos próximos anos, evidenciou o reeleito presidente da Câmara Municipal, o social-democrata Carlos Condesso, durante a sessão de tomada de posse dos membros dos diversos órgãos autárquicos do concelho, que decorreu Domingo no auditório do Pavilhão dos Desportos.

No início do discurso, o autarca não se esqueceu de agradecer a renovação de «confiança, apoio e palavras de encorajamento» que sentiu em cada freguesia, realçando que o facto de a sua candidatura ter vencido «em todas as mesas de voto para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal» e conquistado nove das dez freguesias, «é a prova de que os cidadãos do concelho reconheceram» o trabalho desenvolvido.

«Mostrámos que vale a pena acreditar, que vale a pena lutar, e que, quando há união e vontade, tudo é possível», disse o autarca, evidenciando que «agora é tempo de continuar, porque Figueira não vai parar», tem que «prosseguir na trajectória de evolução e de mudança».

E o maior investimento na área da educação que está previsto ser feito nos próximos anos no concelho será a «reabilitação total da Escola Secundária de Figueira de Castelo Rodrigo, num investimento de mais de 6 milhões de euros e cujo financiamento é totalmente garantido pelo Governo». Carlos Condesso informou que «o aviso de candidatura foi publicado na semana passada», estando a «escola com referência de prioritária e para reabilitação urgente», devendo ser adjudicada «este mês».

Outras das obras emblemáticas serão as construções da Praia Fluvial na Barragem de Santa Maria de Aguiar, cuja arranque da obra esteve pendente de um parecer da Agência Portuguesa do Ambiente que tinha solicitado há «quase três anos», e de doze habitações na zona histórica a custos controlados, em parceria com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, com financiamento total do Plano de Recuperação e Resiliência.

Na lista de prioridades estão também, entre outras, a reabilitação da entrada sul de Figueira, a conclusão das obras do Centro Paroquial, do Restaurante do Complexo Desportivo e de Lazer de Castelo Rodrigo, da Casa do Povo de Vilar de Amargo, bem como da “Casa do Azeite” de Vale de Afonsinho e a reabilitação total do Posto da GNR, que envolve um investimento de cerca de um milhão e meio de euros e que é totalmente financiado pelo Governo, através do Orçamento de Estado.

Entre outras obras, o município quer ainda continuar com o projecto do sistema de regadio para a agricultura (já previsto por este governo na estratégia Nacional para a Gestão da Água e no Plano Nacional de Regadios), a reabilitação da Avenida Sá Carneiro e Avenida 25 de Abril (projecto já concluído) e a requalificação do Largo Dr. Vilhena, assim como o Jardim da Câmara Municipal, «mantendo as grades e a traça original, cujo projecto já está também concluído».

Carlos Condesso também anunciou que é pretensão da autarquia construir a pedovia de ligação de Figueira de Castelo Rodrigo ao Convento de Santa Maria de Aguiar, a construção do Parque Ecológico, de Lazer e de Desporto, no Campo de Futebol do Rodelo. Também assegurou que vão prosseguir com os apoios que têm sido dados até agora e a dinamizar os eventos Feira Agrícola Transfronteiriça, “Figueira Terra Natal”, “É Cá da Terra”, “Rainha da Amendoeira em Flor”, “Festas da Vila”, “Dia dos Idades” e “Semana do Livro e das Artes”.

O autarca não deixou ainda de evidenciar que o município continuará «a colaborar com a Infraestruturas de Portugal, IP, na prossecução dos trabalhos técnicos para a Reabilitação da Linha do Pocinho – Barca de Alva, cujo estudo prévio está concluído e com parecer positivo da Câmara Municipal, estando agora o projecto em execução».

E porque Figueira de Castelo Rodrigo é um concelho raiano, há a pretensão de «reforçar a cooperação transfronteiriça» porque a proximidade com Espanha é «uma oportunidade para crescer juntos — partilhando recursos, cultura, turismo e desenvolvimento económico».

«É reconfortante constatar que Figueira de Castelo Rodrigo mudou e avançou»

Num breve balanço do primeiro mandato à frente dos destinos da autarquia, Carlos Condesso, admitiu que «o caminho nem sempre tem sido fácil» e que «é reconfortante constatar que Figueira de Castelo Rodrigo mudou e avançou». Evidenciou o reforço dos cuidados de saúde à população, o pagamento «a tempo e horas a empresas, fornecedores e famílias», bem como os apoios à natalidade, às «associações, IPSS e juntas de freguesia, sem discriminar nenhuma». Os apoios foram também direccionados aos agricultores e criadores de gado; aos «estudantes, no acesso ao Ensino Superior».

«Elevámos a auto-estima colectiva da população, promovemos o concelho, dentro e fora de portas, e organizámos eventos de qualidade para todas as idades» e foi dada «visibilidade» à cultura, evidenciou ainda o autarca.

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