Sexta-feira, 19 Junho, 2026
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Árbitro Francisco Simão, da Associação de Futebol da Guarda, sobe à principal categoria nacional de futsal

A subida do árbitro Francisco Simão à principal categoria nacional de futsal e a promoção de Hugo Geraldes à categoria “C2”, também da mesma modalidade, são os destaques da última época na arbitragem da Associação de Futebol da Guarda.

A passagem do árbitro Francisco Simão à principal categoria nacional de futsal é um dos destaques das classificações obtidas na última época na Associação de Futebol da Guarda (AFG). Para o presidente do Conselho de Arbitragem da AFG, Fábio Cardoso, é «o reconhecimento de vários anos de trabalho, dedicação e crescimento dentro da arbitragem», evidenciando que «trata-se de uma conquista inteiramente merecida, que recompensa o percurso que tem vindo a construir».

Destaque também para a promoção de Hugo Geraldes à categoria C2, igualando André Rebelo, Manuel Pinto e Bruno Alves. Para o Conselho de Arbitragem, «esta distinção representa o reconhecimento do seu trabalho, dedicação e competência». Pedro Martins, Óscar Andrade e Pedro Almeida mantêm-se na categoria C3 e Jorge Correia na C4.

O conselho de arbitragem também felicitou Alexandre Machado pela sua promoção à categoria “C4 Core”, após a sua prestação no Curso de Formação Avançada de Árbitros da Federação Portuguesa da Futebol», considerando que é «uma merecida subida aos quadros nacionais». Ainda em relação à modalidade de futebol, todos permanecem na mesma categoria. Paulo Guelho mantém-se como árbitro da primeira liga e Paulo Brás, André Ferreira e Hugo Santos como árbitros assistentes de primeira categoria (C1). Também não há diferenças quanto a Telmo Paiva, Rodrigo Gonçalves e Duarte Martins, que se mantêm todos na categoria “C4 Core” e o mesmo se verifica com Daniel Brazete que se mantém na categoria C4.

Num breve balanço, o dirigente da arbitragem na AFG considera que a última época foi «excelente». «Quando conseguimos pôr novamente um árbitro na primeira divisão de futsal, obviamente que é uma extraordinária época, fruto de muito trabalho dos árbitros e das sua equipas e também o do Conselho de arbitragem», considera Fábio Cardoso, relembrando que, «desde o início», assumiu o compromisso de que «não vinha para deixar tudo igual». «Portanto, estamos a começar agora a colher os frutos do trabalho que fizemos durante esta época», evidenciou. Para o dirigente, o grande dissabor da última época ocorreu num jogo de futebol em Vila Franca das Naves, em que houve uma tentativa de agressão ao árbitro da partida por parte de um jogador, que veio depois a ser penalizado com 12 meses de suspensão.

A nova época começa já dia 7 de Julho com treinos, estando as primeiras provas marcadas para 8 de Agosto. Prevê-se que as competições distritais arranquem a meio de Setembro, sendo que a perspectiva do Conselho de Arbitragem é «continuar a assegurar a qualidade da arbitragem nos jogos dos campeonatos distritais mas sobretudo começar a trabalhar muito na base para começarmos a ter os quadros auto-sustentáveis, que é uma das dificuldades que temos, tanto na questão do recrutamento como da manutenção», afirmou o dirigente. E especifica que é preciso fazer uma aposta «muito forte no futsal porque há muitas dificuldades de árbitros nessa modalidade», tendo, por vezes sido necessário recorrer aos árbitros de futebol.

Actualmente, a AFG tem uma centena de árbitros e necessita de ter mais 20 ou 30 árbitros «para começar a ter um quadro mais confortável de nomeações porque às vezes são feitos verdadeiros milagres e a sobrecarga de jogos que os árbitros estão sujeitos é muita», explicando que eles têm uma média de quatro ou cinco jogos por fim-de-semana, quando o desejável era terem um ou dois». Quanto à média de idades é «bastante baixa, havendo muitos árbitros jovens e isso é positivo a médio prazo».

O dirigente considera que «a arbitragem é algo atractivo mas tem que se experienciar, tem que se viver, para se perceber que é atractiva», admitindo que «está longe de ser fácil convencer um jovem a querer ser árbitro». É que, justificou, «é uma actividade com uma pressão mediática total e, infelizmente, isso também se aplica nos campeonatos distritais», adiantando que «se está a trabalhar no sentido de tornar a actividade mais atractiva». O dirigente informou que o ano passado houve 140 inscrições, tendo passado 30, dos quais 23 vieram a concluir a formação.

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