O Município da Guarda aprovou, por unanimidade, na última reunião o alargamento do horário da sala de estudo da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) durante os períodos de avaliação, frequências e exames dos ensinos Secundário e Superior (Janeiro, Fevereiro, Junho, Julho, Setembro, Novembro e Dezembro), assegurando a abertura ao público até às 22 horas nos dias úteis e aos sábados. A sala de estudo funcionará provisoriamente na BMEL, mas a intenção da autarquia é encontrar um espaço fora da biblioteca, informou o presidente do Município, Sérgio Costa.
Em declarações aos jornalistas, o socialista António Monteirinho congratulou-se com o alargamento do horário de funcionamento da sala de estudo, aproveitando para lembrar que uma das propostas do PS estava «relacionada com a escola a tempo inteiro que abrangia também estas questões de responder aos alunos que estudam em grupo e que pudessem ter uma sala onde pudessem realizar os seus estudos».
A solução agora encontrada ainda não vai totalmente de encontro à reivindicação dos jovens, mas já satisfaz, em parte, as pretensões dos estudantes, considera a vereadora Alexandra Isidro (PSD/CDS/IL), tendo recordado que a JSD chegou a apresentar na reunião da Assembleia Municipal de Dezembro de 2022 uma moção no sentido de haver uma sala de estudo que funcionasse 24 horas por dia e que o social-democrata Francisco Robalo (que na anterior reunião tinha marcado presença em sua substituição) «instou o presidente do município a fazer algo para dar resposta à necessidade dos jovens, mas que altura» o autarca «lhe respondeu que a biblioteca não poderia estar aberta 24 horas».
Como é referido na acta dessa reunião do dia 9 de Junho, consultada pelo jornal “Todas as Beiras”, Sérgio Costa disse que «a questão da sala de estudo tem a ver com o espaço que já esteve pré-definido, mas, depois, infelizmente, não foi avante, porque o proprietário acabou por não anuir a esse aluguer». «Assim que nós tenhamos o espaço definido, aliás, é uma sala que funcionará, inclusive, de forma autónoma, para que todos se possam inscrever com toda a segurança», acrescentou o autarca. E esclareceu que nesse espaço não será «necessário estar uma pessoa em permanência a guardar ninguém».
Informou ainda que, no passado, «chegou a ser pensado» um espaço Biblioteca Municipal, «mas não se coaduna com esta necessidade de estar aberta 24 horas por dia», justificando que seria necessário «triplicar quase o número de recursos humanos» e que tinha que ser colocada «segurança à porta». Disse ainda que, «tão breve quanto possível, será implementada, assim que esteja estabilizado um espaço e que funcione de forma autónoma, com todas as tecnologias de hoje, de videovigilância, enfim, com tudo isso que hoje em dia é possível».




