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Teatro Municipal da Guarda fez 21 anos de existência no Dia da Liberdade

Foi no dia em que se comemorava a “Revolução dos Cravos” que foi inaugurado o Teatro Municipal da Guarda. Já lá vão 21 anos de existência deste equipamento, considerado por muitos como o mais importante espaço cultural alguma vez construído na Guarda. No passado Sábado, a data ficou marcada pelo concerto de Miguel Araújo e o tradicional bolo de aniversário.

As portas do TMG abriram-se ao público, pela primeira vez, no dia 25 de Abril de 2005. Isabel Pires de Lima, na altura ministra da Cultura, que marcou presença na inauguração, confessou-se «absolutamente surpreendida» com a obra, que viria a ser o símbolo de um novo ciclo cultural na cidade, no concelho e na região. A então governante disse também na ocasião que se tratava de «um equipamento que honra a Guarda, a região Centro e Portugal».

Álvaro Guerreiro, que ocupava nessa altura o cargo de presidente do Muncípio, lembrou ter sido a sua antecessora, Maria do Carmo Borges, quem colocou «total e decisivo empenho» na realização daquela obra e mostrou-se convicto de que o TMG iria assumir-se «como um interlocutor privilegiado da produção cultural de toda a região, uma vez que é um projecto determinante para uma grande transformação na área da cultura, na Guarda e na região». O ano passado, num texto publicado neste jornal digital a propósito do vigésimo aniversário do TMG, Álvaro Guerreiro referia que, «pese embora a designação de Teatro Municipal, a verdade é que se trata de um equipamento cujo potencial ultrapassa, em muito, os âmbitos municipal, regional e até nacional, uma vez que nada fica a dever aos melhores que, do seu género, existem no País». «Quedou-se a designação por “Teatro Municipal”, apenas e somente porque a sua concretização integrou, ao tempo, uma Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros Municipais, a nível nacional, com recurso a um Programa de Financiamento que impunha esta designação», recordou.

Também a propósito do 20.º aniversário da espaço cultural da Guarda, Américo Rodrigues, actual director-geral das Artes e que foi programador e director artístico do TMG desde a sua fundação e até 2013, referia no texto publicado no TB que «o TMG representou, como sabemos, uma “pedrada no charco”. A partir de um pequena cidade, oferecia-se uma programação de alta qualidade (durante alguns anos foi considerada de “referência”), dirigida a vários públicos, usando diversas linguagens, envolvendo a comunidade através de um serviço educativo, promovendo também as criações originais com a participação de agentes culturais da cidade». «Não me canso de elogiar quem teve a visão e a ambição que levou a que a Guarda conseguisse erguer um equipamento cultural da dimensão do TMG. Claro que, como sempre, foi preciso vencer a pequenez de algumas críticas, que não conseguiam alcançar a importância de a Guarda ter em pleno funcionamento um centro difusor de Cultura (e, não apenas, de entretenimento), com repercussão regional, nacional e até transfronteiriça», escreveu ainda Américo Rodrigues.



Cantor José Mário Branco foi o primeiro a pisar o palco do TMG

Palco de estreias e concertos únicos, “La Traviata”, de Verdi, foi um dos destaques da programação para os primeiros três meses de vida do Teatro Municipal da Guarda. O cantor José Mário Branco viria a ser o primeiro a pisar o palco daquele Teatro. Destaque também para “Jazz nas Alturas!”, festival de jazz que levou ao TMG, entre outros, Anthony Braxton, Bernardo Sassetti e Nils Petter Molvaer. Na área da dança, passaram por aquele equipamento nos primeiros três meses de vida, o Ballet Gulbenkian e a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo. 

Na área do teatro, o Bando apresentou “Alma Grande”, a partir do conto de Miguel Torga, e o Teatro da Trindade as suas produções “Fungagá da Bicharada” e “Picasso e Einstein”. A Galeria de Arte viria a ser inaugurada por uma exposição de uma «surpreendente artista da nossa terra, Maria Oliveira», e seguidamente foi possível apreciar o trabalho do mestre Júlio Resende. 

A agenda desse primeiro trimestre dava ainda destaque à «existência de um serviço educativo com várias propostas que intensificarão as relações entre o público e o TMG (visitas guiadas e ateliers de iniciação)», bem como a exibição de cinema, espectáculos de poesia, contos populares e música.

O espaço compreende dois auditórios, um com 626 lugares e o outro com 164, sala de ensaios, galeria de arte com mais de 400 metros quadrados e um café-concerto para uma centena de pessoas. Inicialmente, a gestão do TMG viria a ficar a cargo da empresa municipal “Culturguarda”, tendo, cerca de dez anos depois passado a ser gerido directamente pelo Município.

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