Na sequência da informação dada há duas semanas pelo presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, de que o Município vai ter de investir cerca de dois milhões de euros para normalizar todo o sistema informático, que sofreu um ciberataque no passado dia 12 de Fevereiro, o vereador do PS, António Monteirinho, defendeu ontem, na reunião do executivo municipal, que «deveria ser feito um estudo aprofundado com entidades competentes para o efeito e que depois pudessem apresentar aquilo que seria a arquitectura do parque informático para lançar as bases desse novo concurso». «Não nos podemos limitar única exclusivamente a falar sobre relatórios actuais dos funcionários ou dos consultores que neste momento se encontram a fazer reparações daquilo que é o apagão informático», referiu o socialista aos jornalistas no final da reunião.
Como o jornal “Todas as Beiras” noticiou no passado dia 14, foi no encontro com os jornalistas, que ocorreu no dia seguinte à reunião onde foi aprovada a abertura de um concurso público para a aquisição e implementação de infraestruturas de segurança, no valor de 527 mil euros, que Sérgio Costa informou que «será necessário investir mais um milhão e meio de euros nesta área dos sistemas informáticos».
Ontem, ao comentar estas declarações, o vereador do PS defendeu que a Câmara deve dispor de «uma infraestrutura que possa responder às necessidades do futuro». Salientou que, ao apresentar sugestões, «o PS está a contribuir para esse debate que é necessário fazer e para preparar a autarquia para o futuro em termos de parque informático e das infraestruturas informáticas cada vez mais importantes para o normal funcionamento da autarquia, não só dentro da própria autarquia mas também no relacionamento com os próprios cidadãos».
De recordar que, desde o apagão informático, ocorrido no dia 12 de Fevereiro, que ficou condicionado o acesso a algumas plataformas digitais e diversos serviços da Câmara. Esse «incidente cibernético complexo», como foi designado, ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária esteve a efectuar buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço para recolher elementos de provas, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político relacionados com a contratação pública de eventos.




