Na sequência das notícias do jornal “Todas as Beiras” (TB) sobre a inexistência de convites aos vereadores da oposição para reunirem com a empresa que está a liderar a candidatura da Guarda a Capital Portuguesa da Cultura, bem como para a sessão de assinatura do auto de consignação da empreitada “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”, a Câmara Municipal emendou a falha e já convidou aos eleitos do PS e da coligação PSD/CDS/IL.
Foi na passada Terça-feira que o TB avançou com a notícia de que os vereadores da oposição ainda aguardavam que fosse agendada uma reunião com a empresa Incipit – Produção de Conteúdos, do Tortosendo (Covilhã), que foi contratada por 18 mil euros para liderar o processo de candidatura da Guarda a “Capital Portuguesa da Cultura”. Até esse dia apenas tinham participado na votação da “Carta de Compromisso”, na qual, curiosamente, é referido que constitui «uma manifestação formal da união do executivo municipal, do seu compromisso com a Cultura e da sua determinação em contribuir para o sucesso deste desígnio estratégico para o concelho».
Depois da aprovação, por unanimidade desse documento, os vereadores do PS (António Monteirinho) e da coligação PSD/CDS/IL (João Prata e Alexandra Isidro) ficaram à espera de serem contactados para reunir com aquela empresa. O contacto surgiu pouco tempo depois do TB ter evidenciado essa falha. A reunião está marcada para o final da tarde da próxima Sexta-feira.
Quanto ao outro caso, só depois de o TB ter noticiado, na Quarta-feira, que a oposição na autarquia da capital do distrito não tinha sido convidada para a sessão de assinatura do auto de consignação da obra de “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”, que visa a concretização da popularmente conhecida “variante da Ti Jaquina”, é que os vereadores António Monteirinho, (PS), Alexandra Isidro e João Prata (ambos eleitos em nome da coligação PSD/CDS/IL) é que viriam a ser convidados. A sessão está agendada para as 10 horas de Sexta-feira, junto à rotunda da Viceg, ao lado das Piscinas Municipais.
De recordar que o contrato deste empreitada já tinha sido assinado em finais de Janeiro com o consórcio António Saraiva & Filhos, Lda/Opualite – Construções SA/João Tomé Saraiva – Sociedade de Construções Lda, pelo valor de cerca de 10, 6 milhões (IVA incluído) e com um prazo de execução de 915 dias. Para além destes valores, o custo total da obra ultrapassa os 12,8 milhões de euros, já incluindo uma verba para as expropriações dos terrenos (1,6, milhões de euros) e outra para a fiscalização (648 mil euros).
A sessão de amanhã é, como é referido no Regime Jurídico das Empreitadas de Obras Públicas, o acto pelo qual o dono da obra faculta ao empreiteiro os locais onde devem ser executados os trabalhos e as peças escritas ou desenhadas complementares do projecto que sejam necessárias para que possa proceder-se à execução da obra de “Regeneração e Mobilidade Urbana do Vale do Cabroeiro”.




