Domingo, 14 Dezembro, 2025
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Distrito da Guarda foi o mais afectado pelos incêndios rurais deste ano

Até 31 de Agosto arderam 79.060 hectares

A área ardida em Portugal, desde o início do ano e até 31 de Agosto, é de 254.296 hectares, sendo a mais elevada da última década e o distrito da Guarda foi o mais afectado, com 79.060 hectares, cerca de 31% da área total, surgindo depois Viseu, com 39.298 hectares (15% do total), e de Castelo Branco, com 39.228 hectares (10% do total), refere o relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Até ao final do passado mês, registaram-se 83 grandes incêndios, que resultaram em 245.014 hectares de área ardida, cerca de 96% do total da área afectada. Quase um terço dos incêndios investigados este ano tiveram como origem o fogo posto.

De acordo com o relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), entre 1 de Janeiro e 31 de Agosto deflagraram 7.042 rurais que resultaram em 254.296 hectares (ha) de área ardida, entre povoamentos (118.127 ha), matos (107.881 ha) e agricultura (28.288 ha). «Comparando os valores do ano de 2025 com o histórico dos 10 anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 23% de incêndios rurais e 259% de área ardida relativamente à média», refere o ICNF, destacando que «o ano de 2025 apresenta, até ao dia 31 Agosto, o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o valor mais elevado de área ardida, desde 2015».

O distrito mais afectado pela área ardida, é a Guarda, com 79.060 hectares, cerca de 31% da área total ardida, seguido de Viseu, com 39 298 hectares (15% do total), e de Castelo Branco, com 39.228 hectares (15% do total).

A área ardida nos vinte concelhos mais afectados representa 71% do total, sobressaindo os concelhos de Sabugal, Trancoso, Sernancelhe, Covilhã e Arganil. Também se destacam os concelhos de Penedono, Mêda e Ponte da Barca. O número total de ocorrências nestas duas dezenas concelhos representa 7% do total nacional.

De acordo com o relatório, a região CIM/NUTS3 mais afectada, no que concerne à área ardida, é a região das Beiras e Serra da Estrela, com 102.108 hectares, cerca de 40% da área total ardida, seguida da região do Douro, com 51.930 hectares (20% do total), e a Região de Coimbra, com 25.449 hectares (10% do total).

O documento refere também que, até 31 de Agosto, ocorreram 83 «grandes incêndios» que resultaram em 245.014 hectares de área ardida. O maior fogo foi o que começou a 13 de Agosto e durou 11 dias no concelho de Arganil (Piódão) e que consumiu, segundo o ICNF, 65.417 hectares de floresta, seguindo-se os fogos nos concelhos de Trancoso (distrito da Guarda), com 46.325 hectares, e de Sátão (distrito de Viseu), com 13.769 hectares. Surgem depois o de Sortelha (concelho do Sabugal), com 11.780 hectares, o de Freixo de Espada à Cinta, com 11.460 hectares, e o de Aldeia de Santo António (Sabugal), com 10.620 hectares.

Numa análise por distrito, o relatório indica que o Porto (1.697) foi o distrito, até 31 de Agosto, com maior número de incêndios, seguido de Braga (698) e Viana do Castelo (590), ressalvando o ICNF que são maioritariamente fogos de reduzida dimensão e não ultrapassam um hectare de área ardida. «Em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão (não ultrapassam 1 hectare de área ardida)», salienta o ICNF, especificando que, «no caso do distrito do Porto, a percentagem de incêndios com menos de 1 hectare de área ardida é de 92%».

Do total de 7.042 incêndios rurais verificados no ano de 2025, 4.786 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído (68% do número total de incêndios – responsáveis por 16% da área total ardida). «Destes, a investigação permitiu a atribuição de uma causa para 3.589 incêndios (75% dos incêndios investigados – responsáveis por 14% da área total ardida)», informa o ICNF. Até à data, as causas mais frequentes dos incêndios em 2025 são «incendiarismo – imputáveis (31%), queimadas extensivas de sobrantes florestais ou agrícolas (9%) e queimas de amontoados de sobrantes florestais ou agrícolas (7%)». Conjuntamente, «as várias tipologias de queimas e queimadas representam 25% do total das causas apuradas» e «os reacendimentos representam 10% do total das causas apuradas, um valor inferior face à média dos 10 anos anteriores (12%)».

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