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Apresentado catálogo da exposição “Panorâmica” que resulta de uma colaboração artística entre Filipe Rodrigues e Júlio Cunha

A exposição “Panorâmica”, de Filipe Rodrigues e Júlio Cunha, que abriu em Julho a oitava edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea – Cidade da Guarda (SIAC), é «um convite a explorar a forma» como os dois artistas «interpretam e questionam o mundo globalizado em que vivemos», refere Thierry dos Santos, responsável pela coordenação do Museu da Guarda, no catálogo da mostra apresentado Sexta-feira por Luís Herberto, professor na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, na Covilhã.

«Nesta exposição, ambos constroem um universo visual saturado de imagens, símbolos, referências e evocações, pessoais e colectivas. O que aqui se apresenta não é apenas um conjunto de obras, mas um dispositivo de significação que articula telas, desenhos, artefactos, ecos visuais, palavras e tonalidades», acrescenta o coordenador.

Thierry dos Santos entende que as obras «não se desligam da vida íntima e concreta dos autores. Transportam memórias, sombras e reflexos: histórias de casal e de família; o corpo feminino como enigma e engodo; a recorrência da escada interior; a importância do futebol no quotidiano português; a evocação do ofício paterno de alfaite e a representação do erotismo».

Na opinião do coordenador, a pintura de Filipe Rodrigues é «essencialmente figurativa» e «oscila entre a figura humana e a paisagem» e «o desenho assume papel estruturante», enquanto que Júlio Cunha «trabalha sobretudo com técnicas mistas: pintura, pintura-matéria, colagem, folhas manuscritas de livros de registo, papel jornal, pano cru, cartão, resina ou aço».

Durante a sessão de apresentação do catálogo, que decorreu no Museu da Guarda, Luís Herberto, evidenciou que Filipe Rodrigues e Júlio Cunha são «dois artistas de grande qualidade, não só técnica mas também estética e sensorial, que conseguem fundir as linguagens e apresentar trabalho». Júlio Cunha, o único autor da mostra que esteve presente na sessão, comentou que todas as obras expostas são «fruto do prazer de pintar. É o gozo que dá pintar».

Júlio Cunha é natural da Guarda e reside em Amarante, onde é professor de Artes Visuais. Filipe Rodrigues é natural de Vila Nova de Gaia e é professor adjunto convidado na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, sendo licenciado em Artes Plásticas.

A exposição “Panorâmica” resulta de uma colaboração artística entre os dois artistas, com um percurso de dez anos em eventos, exposições e bienais em Portugal, Estados Unidos da América, Japão e, mais recentemente, em França. Em 2024, formalizaram a dupla sob a designação “Equipa a2”. O projecto explora práticas artísticas de pintura, desenho, instalação e gravura. É influenciado por eventos históricos como a queda do muro de Berlim em 9 de Novembro de 1989 e os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001.

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