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Distritos do Interior continuam a ser os que têm menos testes do pezinho

Mais de 87.700 bebés nasceram em Portugal em 2025, o número mais elevado dos últimos dez anos, de acordo com dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, conhecido como “teste do pezinho”, hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Os distritos do Interior continuam a ser os que têm menos testes do pezinho. Em Portalegre realizaram-se o ano passado apenas 574 testes, em Bragança 587 e na Guarda 672.

De acordo com os dados divulgados pelo INSA, o maior número de bebés rastreados verificou-se nos distritos de Lisboa e do Porto, com 26.595 e 15.656 testes efetuados, respetcivamente, seguidos de Setúbal (7.013) e Braga (6.534). Por outro lado, Portalegre (574), Bragança (587) e Guarda (672) foram os distritos com menos recém-nascidos estudados.

O PNRN realiza, desde 1979, testes de rastreio de algumas doenças graves, em todos os recém-nascidos, o chamado “teste do pezinho”. Este exame é efectuado através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança e permite diagnosticar algumas doenças graves que clinicamente são muito difíceis de diagnosticar nas primeiras semanas de vida e que mais tarde podem provocar atraso mental, alterações neurológicas graves, alterações hepáticas ou até situações de coma.
O exame deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia de vida do recém-nascido, porque antes do terceiro dia os valores dos marcadores existentes do sangue do bebé podem não ter valor diagnóstico e após o sexto dia alguns marcadores perdem sensibilidade, havendo o risco de atrasar o início do tratamento. Todos os casos positivos são posteriormente encaminhados para a rede de Centros de Tratamento, sediados em instituições hospitalares de referência, contribuindo para a prevenção de doenças e ganhos em saúde.

O painel das doenças rastreadas é constituído por 29 patologias: hipotiroidismo congénito, fibrose quística, drepanocitose, atrofia muscular espinal, imunodeficiência combinada grave (SCID – em fase de estudo piloto, iniciado em 1 de Abril de 2025) e 24 doenças hereditárias do metabolismo.

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