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Vereadores da coligação PSD/CDS/IL consideram que a qualidade do desfile carnavalesco na Guarda tem vindo a decrescer e será necessário um novo figurino

Os vereadores da coligação PSD/CDS/IL, João Prata e Alexandra Isidro, consideram que a qualidade do desfile carnavalesco tem vindo a decrescer e que, por isso, deve haver um acompanhamento criativo e artístico tendo em vista a melhoria dos carros alegóricos e dos trajes. Defenderam também que devia haver um aumento de 1.750 euros para 2.500 euros para apoiar cada uma das freguesias participantes, mas uma vez que o executivo municipal, liderado por Sérgio Costa (coligação NC/PPM), não aceitou alterar o valor previsto ser atribuído a cada freguesia, os dois vereadores entenderam abster-se em relação à proposta que estava em discussão e aprovação na última reunião da Câmara.

Aos jornalistas, João Prata justificou que, embora tenha havido um aumento no apoio, «a verba atribuída às juntas de freguesia para a organização do carro para desfilarem é manifestamente insuficiente», lamentando que o executivo assim não tenha entendido. O vereador também sustenta que «o Guarda Folia deve ser organizado com mais algum tempo de antecedência» e que deve haver uma maior aposta na criatividade e na inovação. Nesse sentido, defende o reforço do acompanhamento às juntas de freguesias.

João Prata referiu ainda que deve ser feita uma reflexão sobre o evento que «era feito antes de 2013 [ano em que o social-democrata passou a presidir ao município da Guarda] e sobre aquilo que tem vindo a ser feito ao longo destes anos».

Numa reacção às declarações do vereador da coligação PSD/CDS/IL, Sérgio Costa afirmou que ver «a oposição fazer uma proposta para gastar um montante sem qualquer alteração do “modus operandi”, isso é politiquice barata». Recordou que há quatro anos, quando passou a presidir ao executivo municipal, foi «duplicado o valor do apoio dado às freguesias para os carros alegóricos». Relembrou ainda que «a Junta de Freguesia da Guarda, que, à época era presidida pelo senhor vereador, bem como todas as outras, sempre participaram com um valor bem inferior e nunca houve reclamações». «Agora, parece que é o tempo de reclamar tudo. Enfim, é politiquice barata. Não é simplesmente com dinheiro que se resolvem as coisas. É com mais planeamento, integrando mais equipas, mais pessoas para podermos ter um resultado melhor. E é esse caminho que já foi lançado às juntas de freguesia para começarem já a preparar o Carnaval 2027», respondeu o presidente da Câmara.

Espectáculo carnavalesco da Guarda começou em 2001 com o “Guarda Milénio”

O espectáculo carnavalesco que tem vindo a ser realizado na Guarda começou em 2001 com o “Guarda Milénio”, que tinha sido concebido segundo o formato de algumas tradições carnavalescas da etnografia local e que estava previsto decorrer no último dia de 2000, para dar as boas-vindas ao novo milénio, mas dada a instabilidade atmosférica, acabaria por ser adiado para 26 de Fevereiro. E foi nessa noite, vésperas de Carnaval, que o inédito desfile, que tinha sofrido «algumas alterações para dar uma dimensão mais carnavalesca», saíu à rua, desde o Jardim José de Lemos até à Praça Luís de Camões.

De salientar que o “Guarda Milénio” não igualou os desfiles que se realizam habitualmente em diversas localidades do país, tendo-se baseado em tradições como o “Enterro do Entrudo” de Famalicão da Serra e o “Jogo do Galo” de Pousade, e em personagens históricas do imaginário da Guarda.

A produção e concepção do espectáculo, promovido pelo Município e que marcou o encerramento das comemorações do oitavo centenário da cidade, esteve a cargo da Única e do Teatro Aquilo, seguindo uma ideia original de Américo Rodrigues, tendo havido um envolvimento das colectividades da região da Guarda em conjugação com companhias internacionais que deram corpo a um evento repleto de pirotecnia e fogo de artifício, teatro e perfomance, dança e música. A festa terminou com a queima da galo, como manda a tradição, pelos males que provocou e pelos quais foi condenado.

Este espectáculo viria a ser galardoado com o Troféu de Ouro dos “Prisma Awards 2001″, considerado como o mais completo e abrangente sistema de prémios com projecção in-ternacional, na categoria de Eventos. Dois anos depois, foi “O Galo da Crise” , seguindo o mesmo figurino de “Guarda Milénio”.

Depois de um interregno foi retomado em 2007

Seguiu-se um longo interregno, que só viria a ser interrompido em 2007 com “O Enterro do Entrudo”. Em 2008 voltou a ser revivida a tradição com o “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”, estando a produção a cargo do Teatro Municipal da Guarda (TMG). O galo encabeçou o desfile que contou com a participação de centenas de pessoas das colectividades e grupos da região. O guião teve a assinatura de Américo Rodrigues, que também coordenou o espectáculo. Em 2009, o TMG voltou a produzir o “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”.

Em 2010, o espectáculo “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo”, produzido pela Culturguarda (empresa municipal), começou na Avenida Rainha D. Amélia e terminou, como já era habitual, na Praça Luís de Camões.

Nos anos seguintes, foi sofrendo algumas alterações, sendo a mais significativa ocorrido em 2014, tendo sido designado de “Entrudo e Morte do Galo” e ocorreu na noite de Domingo e não como era habitual na Segunda-feira, véspera de Carnaval. Para além disso, o desfile começou na Praça do Município. De destacar que, em 2016, o julgamento foi antecedido por um cortejo que teve a participação das Juntas de Freguesia, tendo cada uma delas construído um carro alegórico em função do nome da ave que lhe foi atribuído por sorteio. Desde então, tem havido o cortejo de carros alegóricos a cargo das freguesias desde a Alameda de Santo André até à Praça Luís de Camões.

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