Segunda-feira, 29 Junho, 2026
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Títulos a mais?

No início do mês (junho), a UNESCO classificou a Serra da Estrela como sua Reserva da Biosfera. À nossa Serra não faltam classificações, nem títulos, mas com esta é já a segunda vez que a UNESCO nos distingue, uma vez que a Serra integra, desde 2020, a rede deGeoparks Mundiais. Uma distinção que faz subir para 14 o número destas reservas em Portugal.
Mas afinal o que é ser uma Reserva da Biosfera da UNESCO? E qual será a sua importância para os que vivem dentro dos 2.372,99 quilómetros quadrados da sua área total?
Pois bem: pertencer à rede mundial de reservas da Biosfera significa que estamos perante um território que pode servir como se fosse um “laboratório vivo”, cujo objetivo é conseguir um equilíbrio entre a conservação da biodiversidade e do património cultural com o desenvolvimento socioeconómico sustentável assente na promoção do bem estar das comunidades locais.
A Reserva estende-se por 6 municípios do Parque Natural da Serra da Estrela e será gerida de forma integrada com o Geopark (ao que consta), de forma a otimizar recursos humanos, financeiros e materiais.
Mas como se tal não bastasse, há dias que se encontra em consulta pública, a proposta de criação do Plano de Gestão da Zona Especial de Conservação (ZEC) da Serra da Estrela, promovida pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).
Aos cidadãos é aberta a possibilidade de participar na discussão até 16 de julho. Pois bem, as ZEC fazem parte da Natura 2000, «a rede ecológica que visa contribuir para assegurar a biodiversidade através da conservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens no território europeu» e que os grandes incêndios de 2022 e também de 2025, vieram comprometer.
Contrariamente à Reserva da Biosfera, a ZEC da Serra da Estrela tem uma área total menor, aproximadamente 88.536 hectares, mas abrangendo mais concelhos (Celorico da Beira, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, no distrito da Guarda, e Covilhã e Oliveira do Hospital, nos distritos de Castelo Branco e Coimbra, respetivamente).
A documentação está disponível no portal participa.pt e o contributo de cada um de nós é precioso para a preservação de um território que é nosso. Um contributo que é bem mais importante que os títulos que a Serra ostenta.
E não se esqueçam: preservá-la é uma obrigação de todos.

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