Quase 50 mil estudantes ficaram colocados na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, mais 6.092 do que no ano anterior. Sobraram 6.639 vagas para a segunda fase do concurso, sendo que a diferença da taxa de ocupação no Interior comparativamente ao Litoral continua a ser significativa. De acordo com os dados disponibilizados pelo Insituto do Ensino Superior, cerca de um terço dos mais de 90 cursos ministrados nas instituições de Ensino Superior da Covilhã, Guarda e Viseu ficaram esgotados. No caso da Universidade Politécnica da Guarda (UPG), dos 728 lugares disponíveis ficaram ocupados 368, sobrando 364 vagas. No total dos 27 cursos da UPG, três não tiveram qualquer interessado e dois ficaram esgotados. Na Universidade da Beira Interior (UBI), que tinha 1629 vagas, sobram agora 297 depois de terem sido ocupadas 1344. Dos 37 cursos, 16 já não dispõem de vagas e um não teve qualquer interessado, mantendo-se assim disponíveis os 11 lugares. Quanto à Universidade Politécnica de Viseu (UPV) das 1421 vagas iniciais foram preenchidas 973, havendo 452 vagas. Dos 33 cursos que vão ser ministrados, 13 já estão totalmente ocupados e há um que teve apenas um colocado, sobrando 24 lugares.
Foram colocados 49.991 estudantes na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso, mais 6.092 do que no ano anterior, o que corresponde a um aumento de 13,9%. Sobraram 6.639 vagas para a segunda fase do concurso. As matrículas dos estudantes agora colocados realizam‐se a partir de amanhã e até à próxima Quinta-feira. Segunda-feira também começa o prazo para a apresentação da candidatura à 2.ª fase e terminará no dia 20 de Setembro. A diferença da taxa de ocupação no Interior (69,2%) comparativamente ao Litoral (94,1%) continua a ser significativa.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto para o Ensino Superior (IES), em relação à Universidade Politécnica da Guarda (UPG), dos 728 lugares disponíveis ficaram colocados 368 estudantes, havendo 364 vagas, correspondendo a metade do inicial. No total dos 27 cursos da UPG, ficaram lotados os cursos de “Enfermagem” e “Design de Equipamento e Ambiente”, com apenas uma vaga está o de “Marketing” e com duas o de “Educação Básica”. Em sentido contrário estão os cursos de “Engenharia Topográfica”, “Restauração e Catering” e “Turismo e Lazer” que não tiveram qualquer interessado. Com apenas uma colocação estão os cursos de “Engenharia Civil” e “Energia e Ambiente”. Com apenas duas vagas ocupadas estão os cursos de “Gestão Hoteleira e “Gestão do Turismo e da Hospitalidade”.
Pormenorizando, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, das 283 vagas a concurso, apenas foram preenchidas 131, sobrando 152 para a 2ª fase. Na Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, das 206 vagas, recebeu 124 candidaturas, havendo 82 lugares por preencher. Na Escola Superior de Saúde da Guarda, das 163 vagas disponíveis foram ocupadas 102, sobrando 61. Por último, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH), situada em Seia, das 76 vagas a concurso apenas foram ocupadas sete, sobrando 69 para a 2ª fase.
Quanto à Universidade Politécnica de Viseu (UPV) das 1421 vagas iniciais foram preenchidas 973, havendo 452 vagas. Dos 33 cursos que vão ser ministrados, 13 já estão totalmente ocupados e há um (“Engenharia Agronómica”) que teve apenas um colocado, estando disponíveis 24 lugares. Concretamente em relação à Escola Superior de Educação da UPV, dos sete cursos que vão ser ministrados apenas o de “Artes Performativas” ainda tem vagas (9). Com cem por cento de ocupação estão os dois cursos da Escola Superior de Saúde daquela instituição. Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão viseense surgem três cursos que estão totalmente preenchidos (“Contabilidade”, “Engenharia Informática” e “Marketing”). Por último, na Escola Superior Agrária há também um curso (“Enfermagem Veterinária”) que já não dispõe de qualquer vaga.
Relativamente à Universidade da Beira Interior (UBI), que tinha 1629 vagas, sobram agora 297 depois de terem sido ocupadas 1344. Dos 37 cursos, 16 já não dispõem de vagas e um (“Física e Aplicações”) não teve nenhum interessado, mantendo-se assim disponíveis os 11 lugares. Com apenas dois alunos colocados está o curso de “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes”, tendo sobrado 29 vagas. Para o curso de “Engenharia Eletrotécnica e de Computadores”, das 24 vagas apenas foram ocupadas três alunos. Uma referência ainda ao curso de “Engenharia Informática” que tem disponíveis 35 das 45 inicialmente disponíveis.
Aumento de colocações verifica-se nos dois subsistemas de ensino
Numa nota à imprensa, o Instituto para o Ensino Superior (IES) refere que o aumento de colocações na primeira fase (mais 6.092 do que no ano anterior) «verificou‐se nos dois subsistemas: no Ensino Superior universitário foram colocados 30.680 estudantes, mais 2.294 (+8,1%), e no Ensino Superior Politécnico 19.311 estudantes, mais 3.798 (+24,5%). O IES realça ainda que «o número de estudantes colocados em licenciaturas em Educação Básica aumenta 8,6% face ao ano anterior, com 1.302 estudantes colocados nesta fase, e ocupando 96,9% das vagas disponibilizadas» e «foram colocados 1.663 estudantes em cursos e ciclos básicos de medicina».
Do total dos colocados, 1.625 são estudantes beneficiários de escalão A de acção social escolar, dos quais 1.252 através do contingente prioritário. A esse propósito, o IES informa que no «ano lectivo de 2026/2027 será atribuída, pela primeira vez, a Bolsa de Incentivo, no valor de 1.075 euros, acumulável com a bolsa de estudo e paga numa prestação única, como incentivo à frequência e à permanência no Ensino Superior». «Este apoio destina‐se aos estudantes que, em 31 de Maio de 2026, integravam agregados familiares beneficiários do 1.º escalão do abono de família, que se matriculem e inscrevam pela primeira vez no Ensino Superior e que preencham os restantes requisitos de elegibilidade», refere ainda, adiantando que «após a confirmação da matrícula e a verificação desses requisitos, a atribuição da bolsa é automática». O IES informa que até 15 horas da última Sexta-feira, tinham sido apresentados 608 requerimentos de atribuição deste novo apoio.








