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Concelhia do PSD da Guarda demarca-se das declarações proferidas pelo vereador social-democrata Francisco Robalo

A Comissão Política de Secção do PSD da Guarda informa, em comunicado, que «não se revê nas declarações proferidas» pelo social-democrata  Francisco Robalo, vereador em substituição, a propósito da aquisição de imóveis no Centro Histórico da Guarda, «demarcando-se do teor e do tom de algumas das afirmações produzidas».

De recordar que na última reunião do executivo foi aprovada, com os dois votos contra da coligação PSD/CDS/IL,  a compra de três casas no centro histórico, uma das quais situada no Largo do Paço do Biu, que foi a que originou polémica. E foi a propósito da aquisição desse edifício, pelo qual a autarquia vai pagar no total 870 mil euros no prazo de quatro anos, que o vereador do PSD em substituição disse aos jornalistas no final dessa reunião que tinha questionado o presidente do município sobre o que concretamente estava a ser comprado, tendo-lhe sido respondido que se trata de «um prédio urbano que é propriedade de uma empresa que tem dois órgãos de comunicação social». Francisco Robalo disse que, na sua opinião, «este é um negócio que fere aquilo que pode ser efectivamente a totalidade da liberdade de imprensa na Guarda, concretamente em relação àqueles dois órgãos de comunicação social».

E foram estas declarações que levaram agora a Concelhia do PSD a fazer um comunicado a demarcar-se da posição tomada pelo vereador e a reafirmar que «a reabilitação e a utilização efectiva do Centro Histórico constituem uma prioridade política e que «a vontade dos social-democratas é clara: ver aquela zona da cidade reabilitada, habitada, dinamizada e colocada ao serviço da população, da cultura e das atividades económicas».

«Foi nesse sentido que a candidatura autárquica do PSD defendeu a necessidade de intervir no Centro Histórico e de encontrar soluções concretas para a recuperação do património existente», refere a concelhia social-democrata, salientando «essa posição mantém-se inteiramente válida e não deve ser confundida com declarações individuais ou tomadas de posição que não representam a orientação da estrutura local do Partido».

O PSD adianta que «reconhece que é legítimo questionar decisões municipais e solicitar esclarecimentos sobre a finalidade dos imóveis, os valores envolvidos, os custos de recuperação, o financiamento disponível e a calendarização das intervenções», mas «a referência a empresários, vendedores ou às suas atividades empresariais é descabida quando não constitui fundamento objectivo para a decisão em análise».

Considera ainda que «a existência de interesses empresariais em diferentes áreas não permite, por si só, estabelecer suspeitas, conflitos de interesses ou qualquer condicionamento da comunicação social», sustentando que «o debate deve centrar-se no interesse público, na transparência dos procedimentos e na definição de usos concretos para o património municipal, evitando referências pessoais ou empresariais suscetíveis de gerar interpretações indevidas e de desviar a discussão do essencial».

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