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Apresentado na Guarda o livro “O Interior é Razão – Abolição das portagens, uma história de luta com final feliz”, da autoria de Luís Garra

Foi apresentado esta tarde na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, o livro “O Interior é Razão – Abolição das portagens, uma história de luta com final feliz”, da autoria de Luís Garra. A obra reúne memórias, análises e documentos da Plataforma, constituindo um testemunho de unidade, persistência e compromisso cívico que levou a que as portagens deixassem de ser cobradas a partir de Janeiro de 2025. O livro revisita ainda o percurso da causa e identifica responsabilidades políticas associadas ao processo.

A proposta que eliminou «as taxas de portagem nos lanços e sublanços das auto-estradas do Interior e em vias onde não existam alternativas que permitam um uso com qualidade e segurança» foi apresentada pelo PS e aprovada com os votos favoráveis do PS, Chega, BE, PCP, Livre e PAN, com a abstenção da IL e os votos contra do PSD e CDS-PP. A lei foi promulgada pelo Presidente da República em Julho de 2024.

Durante a sessão, o autor fez questão de esclarecer que ao escrever este livro não teve qualquer intenção de se promover pessoalmente ou de se intitular como líder do processo de contestação às portagens, mas apenas para «deixar um registo daquilo que foi o trabalho desenvolvido antes de existir a plataforma e depois de ser criada, bem como o resultado final». Lembrou que antes da criação da plataforma, em 2017, já antes havia contestação às portagens.

A Plataforma P’la Reposição das Scut na A23 e A25 integrava sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.

Luís Garra era um dos vários arguidos acusados de promover uma marcha lenta contra as portagens

Luís Garra chegou a ser um dos arguidos acusados do crime de desobediência ao terem promovido um protesto contra as portagens, no dia 11 de Maio de 2018 na “Rotunda do G” (Guarda), sem ter havido um aviso prévio dirigido à Câmara da Guarda da realização da iniciativa. Como arguidos neste processo, que chegou à barra do tribunal no dia 26 de Maio, cinco meses depois do fim das portagens nas auto-estradas A25 e A23 (ex-SCUT’s), estavam o Nerga, União dos Sindicatos de Castelo Branco, Pedro Tavares (que na altura dos acontecimentos era presidente da associação empresarial da Guarda), José Adelino Gameira (da Associação Empresarial da Beira Baixa), Zulmiro Almeida (Comissão de Utentes da A25) e os sindicalistas José Pedro Branquinho (União dos Sindicatos da Guarda) e Luís Garra (União dos Sindicatos de Castelo Branco).

No dia 12 de Junho de 2025, o Tribunal da Guarda decidiu absolver os organizadores dessa uma marcha lenta. A juíza justificou que não foi apurado quem foram os promotores da manifestação. Uma justificação que coincidiu com os argumentos apresentados pelos advogados de defesa durante as alegações finais.

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