Segunda-feira, 1 Junho, 2026
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Vila Franca das Naves exige a reabertura da estação ferroviária

A Junta de Freguesia (JF) de Vila Franca das Naves e Feital, no concelho de Trancoso, exige a reabertura da estação ferroviária da localidade. Já está a circular uma petição pública “Pela Reabertura Imediata das Instalações, Casas de Banho e Bilheteira” e os membros da autarquia deverão reunir Segunda-feira com a administração da Infraestruturas de Portugal Património. «Não vamos apenas protestar. Vamos exigir a reversão desta decisão e apresentar um Plano Estratégico de Futuro: estamos dispostos a assumir a gestão da sala de espera, para garantir o abrigo da população e queremos transformar aquele espaço num polo vivo com serviços e promoção da nossa região», informa a JF de Vila Franca das Naves num texto publicado na página oficial do Facebook, salientando que a estação, para além de fazer parte da «alma da terra» é «também o polo central que serve todo o Concelho de Trancoso e os concelhos vizinhos». «Fechar esta porta é prejudicar toda uma região que depende de Vila Franca das Naves para se mover», sustenta a Junta de Freguesia.

Com o intuito de reforçar a luta contra o fecho daquele edifício da estação, foi lançada uma petição pública “Pela Reabertura Imediata das Instalações, Casas de Banho e Bilheteira”. «Os cidadãos abaixo-assinados mobilizados a partir da União das Freguesias de Vila Franca das Naves e Feital, e secundados pelos utentes e residentes dos concelhos vizinhos de Trancoso, Pinhel, Mêda, Celorico, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida vêm por este meio manifestar o seu mais profundo repúdio e indignação pelo encerramento do edifício principal, das instalações sanitárias e do serviço de bilheteira presencial da Estação de Caminhos de Ferro de Vila Franca das Naves», pode ler-se no documento que tem, até agora cerca de 40 subscritores.

No texto da petição recorda-se que «esta interface ferroviária, sediada em Vila Franca das Naves, não é um mero apeadeiro local, é o coração logístico e uma infraestrutura estratégica regional que serve de ligação directa à rede ferroviária nacional para múltiplos concelhos da Beira Alta» e «o seu encerramento total atira os passageiros para o total desabrigo, privando-os de condições mínimas de salubridade, segurança e protecção face às rigorosas condições climatéricas» da região. Para além disso, «o fim da venda física de bilhetes discrimina gravemente as populações mais idosas e infoexcluídas, constituindo um ataque directo à dignidade humana e um retrocesso inaceitável na coesão territorial do Interior do país».

Argumentos que levam os signatários a exigir «a reabertura imediata do edifício de passageiros e das respectivas dependências sanitárias da Estação de Vila Franca das Naves», «a reposição do serviço de bilheteira presencial nesta interface, garantindo o pleno direito ao transporte e a assistência devida a toda a população regional» e «o fim do abandono institucional das linhas ferroviárias do Interior por parte da IP Património e do Ministério das Infraestruturas e da Habitação».

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