O Município da Guarda vai ter de investir cerca de dois milhões de euros para normalizar todo o sistema informático, que sofreu um ciberataque no passado dia 12 de Fevereiro, e que, aos poucos, tem estado a ser reposto. A informação foi prestada esta manhã pelo presidente da Câmara, Sérgio Costa, no encontro com os jornalistas a propósito da reunião de ontem do executivo municipal, durante a qual foi aprovada a abertura de um concurso público para a aquisição e implementação de infraestruturas de segurança, no valor de 527 mil euros. «Aquilo que ocorreu obriga o Município a fortes investimentos. Estamos a começar pela cibersegurança», afirmou, acrescentando que o investimento da autarquia «não vai ficar por aqui» e que «será necessário investir mais um milhão e meio de euros nesta área dos sistemas informáticos». O autarca salienta que o município não dispõe dessa verba e terá que ser encontrada uma solução. Sérgio Costa informou ainda que «os sistemas estão a entrar em funcionamento de uma forma gradual» e que os técnicos da autarquia estão «a tentar repôr o mais rápido possível a normalidade interna, com todos os controlos efectivos que têm que ser feitos».
Desde o apagão informático, ocorrido no dia 12 de Fevereiro, que ficou condicionado o acesso a a algumas plataformas digitais e diversos serviços da Câmara. Esse «incidente cibernético complexo», como foi designado, ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária estava a efectuar buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço para recolher elementos de provas, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político relacionados com a contratação pública de eventos.




