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Obras de estabilização de taludes na Linha da Beira Baixa previstas no concurso público do passado dia 9 não estão relacionadas com a intervenção que está a ser efectuada para repôr a circulação ferroviária

As obras de estabilização de taludes na linha da Beira Baixa previstas no concurso, publicado em Diário da República no passado dia 9, no valor de sete milhões de euros e um prazo previsto de mais de mil dias, «não decorre da ocorrência registada ao km 39, provocada pelas intempéries e que, até estar resolvida, continua a impedir a reabertura da linha». O esclarecimento foi dado hoje pela Infraestruturas de Portugal (IP) ao jornal “Todas as Beiras”, em resposta a um pedido efectuado logo no próprio dia em que foi publicado o anúncio do concurso público para as obras de estabilização de taludes na Linha da Beira Baixa, no troço entre Belver, Fratel e Sarnadas de Ródão (nos concelhos de Gavião e Vila Velha de Ródão).

Ao jornal, a IP informa que a intervenção que será feita entre os km 29,690 e 79,540 daquela linha já estava «prevista no planeamento da infraestrutura» e «não decorre da ocorrência registada ao km 39», na sequência das intempéries. «A empreitada tem como objectivo melhorar as condições associadas à estabilização de 14 taludes no troço entre Belver e Sarnadas, garantindo melhores condições de segurança e exploração ferroviária», salienta a empresa, adiantando que «esta intervenção resulta de inspecções geotécnicas de rotina e enquadra-se no plano regular de manutenção e melhoria da infraestrutura».

A IP informa ainda que «as intervenções poderão implicar condicionamentos pontuais à circulação através da aplicação de limitações de velocidade» e que «não está prevista a suspensão da circulação, podendo, ainda assim, ser necessárias interdições excepcionais, procurando sempre minimizar o impacto na oferta comercial». Na resposta ao jornal “Todas as Beiras”, a empresa esclarece ainda que «os trabalhos decorrerão maioritariamente em período diurno, prevendo-se, em fases específicas, a necessidade de interdições nocturnas».

Quanto às obras em curso, motivadas precisamente pelos deslizamentos provocados pelas fortes tempestades, em Fevereiro, que levou à suspensão ferroviária, a IP já tinha informado os autarcas que se previa uma paragem longa, possivelmente superior a seis meses, dada a complexidade técnica da reparação junto ao Tejo. A ser assim, a circulação ferroviária poderá ser reposta ainda em Setembro ou início de Outubro. Por agora, apenas se mantém em funcionamento os serviços regionais entre Castelo Branco e a Guarda e entre o Entroncamento e Abrantes. Nos restantes percursos, o serviço é assegurado por autocarros entre Abrantes e Castelo Branco (ou pontos intermédios, consoante o serviço).

Uma situação que preocupa a Associação Move Beiras, que lamenta que «apesar deste troço» que liga as duas cidades da Beira Interior «estar operacional», ficou reduzida «a oferta entre as cidades de Castelo Branco, Fundão e Covilhã para metade e, mais drasticamente, no troço Covilhã – Guarda, onde a oferta passou de 10 comboios diários para 4, inviabilizando que pessoas desse troço se possam deslocar, por exemplo, à Covilhã para consultas médicas pela manhã e regressar à tarde».

Obras previstas no concurso público têm um prazo de execução de 1050 dias

Como noticiámos na semana passada, foi publicado no dia 9 deste mês em Diário da República o concurso público internacional para as obras de estabilização de taludes na Linha da Beira Baixa, no troço entre Belver, Fratel e Sarnadas de Ródão (nos concelhos de Gavião e Vila Velha de Ródão), pelo preço base de sete milhões de euros. O prazo de apresentação de propostas decorre até 2 de Maio e as obras terão um prazo de 1050 dias.

A Infraestruturas de Portugal (IP) já tinha informado que previa uma paragem longa, possivelmente superior a seis meses, dada a c

Como é referido no anúncio, a empreitada tem em vista a «estabilização de taludes de escavação e beneficiação do sistema de drenagem», no troço Abrantes – Guarda, entre os quilómetros 26,690 e 79.540.

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