Terça-feira, 28 Abril, 2026
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«Os outrora pujantes e variados meios de comunicação locais ou regionais têm paulatinamente desaparecido»

Celebrámos por estes dias o 25 de abril de 1974, data maior e fundadora do atual regime democrático. Um dos seus pilares é a imprensa livre, que tem cumprido um papel fundamental no acesso à informação, aumento da transparência e escrutínio político.

Escrever sobre o jornal “Todas as Beiras” no rescaldo deste dia é uma feliz, mas merecida, coincidência.

Durante as mais de 5 décadas de democracia, houve uma transformação profunda na forma de comunicar e informar. Os outrora pujantes e variados meios de comunicação locais ou regionais têm paulatinamente desaparecido e encolhido ou encontram-se mais dependentes de apoios estatais ou privados.

Atualmente, a informação é maioritariamente feita por grandes grupos de comunicação nacionais ou de chancelas internacionais, a partir dos grandes centros (que em Portugal é maioritariamente Lisboa), sob competição cada vez mais apertada de difusores de informação avulsos nas redes sociais, sem os deveres éticos e deontológicos que a prática jornalista exige.

Esta realidade tem contribuído para a diminuição da informação, análise, discussão e pensamento crítico a nível municipal e regional.

O jornal “Todas as Beiras” faz – e faz muito bem – esse trabalho.

Informa de forma objetiva, está presente nos eventos relevantes, reporta in loco e quando o assunto está no ar, faz as questões difíceis e esclarece a população. Nem sempre todos gostam, nem sempre agrada a muitos. Mas não é esse, certamente, o seu objetivo.

Contribui, isso sim, para a construção diária da democracia através do papel que cumpre ao jornalismo numa sociedade livre e plural.

Mas o seu a seu dono. Falar do “Todas as Beiras”, como antes era falar do jornal “Terras da Beira”, é falar de Gustavo Brás. Um jornalista conhecido da praça, que diariamente e há muitos anos – desde que me lembro – cumpre a sua função com isenção e rigor, gosto e paixão. Julgo ser o maior elogio que pode ser feito. Que continue por muito mais anos a prestar este serviço, verdadeiramente público, à Guarda e à região. Para os atores públicos e políticos, onde também me incluo, fica a reflexão sobre o reconhecimento e homenagem que lhe é merecido.

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