Júlio Santos é o único candidato à liderança da Concelhia do PSD da Guarda. O prazo de entrega de candidaturas terminou à meia-noite de Segunda-feira. Ao que o jornal “Todas as Beiras” apurou, Pedro Nobre, que também concorreu no sufrágio em Fevereiro (que veio a ser anulado) e que tinha conseguido mais um voto que o seu adversário, decidiu não avançar novamente dado que as regras foram alteradas. Isto é, em vez de ser repetido o acto eleitoral e usado o mesmo caderno eleitoral, vai haver no próximo dia 30 novas eleições e ser tido em conta o caderno eleitoral actualizado. A justificação que levou à não apresentação de lista será dada por Pedro Nobre em conferência amanhã, a partir das 18 horas.
Recorde-se que no sufrágio de Fevereiro estiveram em confronto duas listas, uma (Lista G) liderada pelo ainda líder concelhio, Júlio Santos, e outra (Lista B) por Pedro Nobre. Por ter havido uma diferença de votos entre o número de votantes e os votos recolhidos, o Conselho de Jurisdição Distrital (CJD), presidido por Jacinto Dias, tinha deliberado que teria de haver novo sufrágio.
Como o jornal “Todas as Beiras” noticiou em Fevereiro, para a eleição da comissão política, a lista “B” alcançou 87 votos, enquanto a lista “G” obteve 86 votos. Houve ainda quatro votos brancos e dois nulos, o que totaliza 179 votos (dois a mais relativamente ao número de votantes). Para a Mesa da Assembleia, a lista “B” obteve 86 votos e a lista “G” 82, tendo ainda havido cinco nulos e dois brancos. Neste caso, a soma de votos apenas chega aos 175 (dois a menos). Para a CJD, o facto de a lista “G” para a Comissão Política de Secção ter obtido apenas mais um voto do que a lista do ainda líder da concelhia «influiu, claramente, sobre o resultado final». E, por isso, teria de haver novo sufrágio.




