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Sete associações juvenis da Guarda vão ter apoio financeiro do Município

Sete associações juvenis que integram o Conselho Municipal de Juventude da Guarda vão ter um apoio financeiro do Município no valor total de 8.340 euros. A verba, que foi aprovada, por maioria, pelo executivo municipal, na passada Segunda-feira, será paga em quatro fases. Como é indicado na proposta, a que o jornal “Todas as Beiras” teve acesso, vão ser beneficiadas a Associação Cultural e Recreativa de Fernão Joanes (1.360 euros), Agrupamento de Escuteiros 1402 – S. Miguel Guarda (1.500 euros), Agrupamento de Escuteiros 134 – CNE (1.500 euros), Associação Cultural e Social de Videmonte (1.200 euros), Raiz de Trinta (560 euros), Associação Juvenil de Vila Cortês do Mondego (720 euros) e Associação Pitadas de Sorrisos (1.500 euros). «Associações que, pela sua relevância da acção, promovem a participação cívica fomentando o envolvimento e o espírito de cooperação na defesa e criação de melhores condições de vida para as camadas mais jovens do concelho da Guarda», justifica a autarquia.

Na proposta, é ainda explicado que «os planos de actividades apresentados pelas associações juvenis candidatas, criteriosamente avaliados em conformidade com os critérios constantes do Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo do Concelho da Guarda, apresentam as condições estipuladas neste normativo legal e a sua linha de actuação não se circunscreve à prossecução de actividades de carácter meramente funcional, permitindo a concretização de iniciativas associativas de qualidade, pautadas pela inovação, sustentabilidade, rumo a um futuro mais auspicioso e contribuindo para o desenvolvimento socio-económico da sua terra» e que, «o incentivo e apoio financeiro do Município da Guarda é crucial».

De recordar que foi na passada Segunda-feira que a Câmara da Guarda aprovou um apoio financeiro global de cerca de 400 mil euros para as associações culturais, desportivas, juvenis e da área do bem-estar animal, bem como para as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

As propostas que dizem respeito às IPSS e às associações culturais e juvenis mereceram a abstenção dos dois vereadores do PSD (João Prata e Rui Pereira) por faltar a «grelha de avaliação» e por considerarem que os valores são iguais aos do ano passado, com o regulamento anterior, o que, justificam, significa que tiveram por base o regulamento do ano anterior. É que, sustentam, se fosse aplicado o actual, como deveria ter sido, era «impossível, matematicamente, alcançar aqueles valores».

Embora tivesse criticado a inexistência de grelha com a avaliação, a socialista Carla Sanches, vereadora em substituição de António Monteirinho, entendeu votar favoravelmente todas as propostas, justificando que era para «não atrasar os pagamentos das verbas às respectivas associações».

O presidente da Câmara, Sérgio Costa, admitiu que houve «alguns percalços na aplicabilidade» do novo regulamento, aprovado o ano passado e que entrou em vigor este ano. «Desde logo, o problema informático que tivemos, que fez atrasar algum tempo, mas depois também algumas associações que se atrasaram no envio do seu plano de actividades», justificou. Assegurou que, por subsistirem «ainda algumas dúvidas sobre alguns critérios, o que é normal no seu primeiro ano da sua aplicação», que vão ser desenvolvidos «procedimentos para que a sua aplicação para o ano de 2027 já seja mais simples». O jornal “Todas as Beiras” vai analisar a lista de apoios a estas diferentes áreas em próximas publicações.

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