O ministro da Administração Interna, Luís Neves, concedeu à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Egitanienses da Medalha de Mérito de Proteção e Socorro, no grau ouro e distintivo azul. Uma distinção que, justifica o governante no despacho hoje publicado em Diário da República, ocorre por ocasião da celebração do 150.º aniversário da AHBVE e «reconhecendo o exemplar percurso da sua existência ao serviço da comunidade e da protecção e socorro de populações com uma actuação sempre caracterizada pelo heroísmo, pela abnegação e pela solidariedade para com o próximo».
Surgimento da Associação Humanitária remonta a 1856
No livro “Apontamentos para a História dos Bombeiros Voluntários da Guarda e dos seus Quartéis-Sede”, Álvaro Guerreiro, ex-presidente da direcção da AHBVE, recorda o surgimento da Associação Humanitária, que remonta a 1856, quando, em resposta a um convite de Gerardo José Batoréu, um grupo de distintos cidadãos reuniram na sua casa e decidiram formar uma companhia de bombeiros voluntários com o fim de extinguir qualquer incêndio que se manifestasse na cidade. O autor do livro adianta que o padre José António Rebello viria a ser escolhido para primeiro presidente da direcção instaladora, cargo que apenas desempenhou por três dias, tendo sido substituído por Francisco da Silva Ribeiro, engenheiro e director das Obras Públicas.
Os estatutos da AHBVE foram aprovados pelo governador Civil, em 7 de Abril de 1877, tendo, a 17 de Junho, sido eleitos os elementos que viriam a constituir os órgãos directivos. O primeiro presidente foi Francisco António Patrício.
Em 10 de Fevereiro de 1878, a jovem Associação Humanitária recebia a notícia de que a Câmara Municipal da Guarda tinha deliberado ceder à Associação o edifício denominado Igreja do Mercado, situada nas traseiras das arcadas da “Praça Velha”, que durante os últimos anos serviu de garagem de automóveis. O edifício viria a ser adaptado para arrecadação do carro-bomba comprado, em 1878, com verbas obtidas por subscrição pública. Em 26 de Janeiro de 1879, cerca de dois anos e meio depois da sua fundação, a Associação Humanitária passou a ocupar o primeiro edifício de que era proprietário. Em Agosto de 2003 viria a transferir-se para o actual quartel.




