O jornal “Todas as Beiras” vai publicando, ao longo das próximas horas, as reacções de alguns antigos colegas de profissão do jornalista Emílio Aragonez, que faleceu aos 91 anos, estando o funeral agendado para Quarta-feira. Para António José Teixeira, jornalista da RTP, «Emílio Aragonez é talvez o maior símbolo da Rádio Altitude. A sua voz confundia-se com a estação e unia a rede de ouvintes que a acompanharam ao longo de gerações». Por seu lado, António Sá Rodrigues, da agência Lusa, refere que «Aragonez foi, sem dúvida alguma, uma das vozes mais populares da rádio na região da Guarda, e a quem o concelho e o distrito muito devem». São estes os depoimentos recebidos até agora pelo jornal Todas as Beiras” e que publicamos na íntegra:

«Emílio Aragonez é talvez o maior símbolo da Rádio Altitude. A sua voz confundia-se com a estação e unia a rede de ouvintes que a acompanharam ao longo de gerações. Conheci primeiro a sua voz e depois o homem e o radialista. As vozes às vezes enganam, mas no seu caso era coerente com a confiança e o calor que transmitia. Aragonez era um espírito curioso, inquieto, com um sentido de humor singular. Gostava de ouvir, de contar, movia montanhas por uma boa história. Gostava de pessoas, de gente nova, recebia bem os que o tratavam por ‘senhor’ e devolvia em troca um carinhoso ‘menino’ ou ‘amigo’… Fico com saudades da voz, do amigo, das suas histórias, do convívio fantástico de alguns anos. Este domingo estive em frente à casa que nos abrigou e onde exercitámos o prazer da rádio. Lembrei-me dele e de alguns outros amigos com quem tive o privilégio de conviver.
A minha homenagem ao Emílio Aragonez.
António José Teixeira»

«Recebi com profunda tristeza a notícia da morte do Emílio Aragonez.
Foi um amigo e um colega que marcou muitos jornalistas e radialistas que passaram pela Rádio Altitude – onde, com orgulho, me incluo, pois comecei a minha carreira profissional em 1990 nesta rádio. Nessa época, o Aragonez foi o mestre e o mentor a quem muito devo. Foi o amigo e o colega sempre disponível para ensinar e incentivar. Estou-lhe profundamente grato por tudo: pelos ensinamentos, pelo incentivo, pelos reparos e, sobretudo, pela amizade que perdurou para sempre. Obrigado, ‘Toninho’!
O Aragonez foi, sem dúvida alguma, uma das vozes mais populares da rádio na região da Guarda, e a quem o concelho e o distrito muito devem. Como jornalista, deu voz a muitos que não a tinham e chamou a atenção para inúmeros problemas que afetavam a região, o concelho e a cidade. Curvo-me perante a sua memória.»
António Sá Rodrigues, jornalista da agência Lusa




