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Sérgio Godinho vai ser distinguido pela UBI com o grau de Doutoramento Honoris Causa

A Universidade da Beira Interior (UBI) vai distinguir com o título de “Doutor Honoris Causa” o músico, cantor, escritor e compositor português, Sérgio Godinho. A entrega será feita durante a abertura Solene do Ano Académico 2025/2026, agendada para a tarde do próximo dia 8 de Outubro. Anabela Mota Ribeiro, licenciada e mestre em Filosofia, vai apadrinhar a outorga do galardão ao músico, que conta com mais de 50 anos de carreira. A homenagem que será feita pela UBI resulta de uma proposta da Faculdade de Artes e Letras daquele instituição de ensino.

A abertura Solene do Ano Académico 2025/2026 decorre no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, a partir das 15 horas. O programa inclui o Cortejo Académico, seguido das intervenções da reitora da UBI, Ana Paula Duarte, e do presidente da Associação Académica da Universidade da Beira Interior, João Nunes. Haverá depois a atribuição do grau de Doutor Honoris Causa a Sérgio Godinho.

No passado mês de Agosto, a Feira do Livro do Porto também homenageou o compositor e músico português, que celebrou este ano, no dia 31 de Agosto, o seu 80.º aniversário, tendo sido distinguido com a Medalha de Honra da Cidade do Porto e uma tília de homenagem plantada na icónica Avenida das Tílias, nos jardins do evento. Sérgio Godinho juntou-se, assim, a outros nomes da literatura portuguesa que foram homenageados na Feira do Livro do Porto no passado, como Eduardo Lourenço, Manuel António Pina, Eugénio de Andrade, José Mário Branco, Júlio Dinis, Ana Luísa Amaral, Sophia de Mello Breyner, Agustina Bessa-Luís e Vasco Graça Moura.

Nascido no Porto a 31 de Agosto de 1945, Sérgio Godinho foi viver para o estrangeiro aos 20 anos, tendo passado por países como Suíça, França, Países Baixos, Brasil e Canadá. E foi durante a sua estadia fora do país que viria a fazer a sua estreia discográfica, em 1971, com o álbum “Os Sobreviventes”, inspirado na resistência ao regime do Estado Novo e que acabou por ser alvo da censura em Portugal. Também o seu segundo disco, “Pré-Histórias”, enfrentou restrições semelhantes.

Regressou ao país após o 25 de Abril de 1974, tornando-se um dos protagonistas da explosão cultural registada no período histórico do início e da consolidação do processo democrático. A sua intervenção artística e social manteve-se fiel à promoção do pensamento crítico, intervenção social e promoção da cidadania activa. A sua aclamada carreira abrange, além da música (escrita e composição), a produção literária – incluindo a infantojuvenil –, a representação e a realização de cinema e vídeo.

Mantém, há mais de 50 anos, uma impressionante produtividade com dezenas de produções na forma de álbuns de estúdio, álbuns ao vivo, álbuns em colaboração com outros músicos, coletâneas, registos colectivos e bandas sonoras para filmes e séries.

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