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UBI atribuiu a Sérgio Godinho o grau de Doutoramento Honoris Causa

A atribuição a Sérgio Godinho do grau de Doutoramento Honoris Causa marcou a cerimónia de abertura solene do Ano Académico na Universidade da Beira Interior (UBI), que decorreu Quarta-feira, na Faculdade de Ciências da Saúde. «Foi um momento de celebração e da cultura», disse, na ocasião, a reitora da UBI, Ana Paula Duarte, evidenciando que «é motivo de felicidade a UBI associar-se a este reconhecimento», numa proposta apresentada pela Faculdade de Artes e Letras. Anabela Mota Ribeiro, licenciada e mestre em Filosofia, apadrinhou a outorga do galardão ao músico, que em Agosto fez 80 anos e tem mais de 50 anos de carreira.

«Músico, compositor, poeta, escritor, voz activa na defesa de um Portugal mais justo, mais inclusivo, mais livre, num momento em que pairam algumas nuvens sobre as conquistas civis, políticas e sociais alcançadas nas últimas décadas. Sérgio Godinho é um exemplo do engenho e da arte, da capacidade de criar, de inovar, de pensar, de ousar, de agir. Ou seja, um exemplo do que procuramos diariamente transmitir aos nossos estudantes», realçou.

Depois de ter dado as boas vindas ao novo ubiano, o presidente da Associação Académica, João Nunes, aproveitou para relembrar as palavras de Sérgio Godinho: “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”. «Hoje marcamos o primeiro dia do resto do nosso percurso, que seja um ano repleto de desafios que nos façam crescer, de oportunidades que nos façam brilhar e de momentos que nos façam lembrar o quanto vale a pena pertencer à UBI», salientou.

Também aproveitando um título de uma das canções do homenageado, o presidente do Conselho Geral da UBI, João Casteleiro Alves, realçou que Sérgio Godinho é, a partir de agora, «mais um ubiano distinto», dando-lhe as boas vindas «com um brilhozinho nos olhos».

«Não precisaria de mais universidades para me sentir realizado»

Sérgio Godinho mostrou-se orgulhoso pela distinção atribuída pela UBI, tendo aproveitado para enaltecer a importância da palavra nas canções e o poder da música. «É com imenso orgulho e alegria que recebo hoje esta distinção e logo pela Universidade da Beira Interior, na Covilhã, que me é tão próxima por razões afectivas e familiares», disse o autor de “Bate coração”.

E relembrou que no ano passado foi distinguido com o primeiro doutoramento honoris causa concedido pela Universidade de Aveiro por ocasião dos seus 50 anos de existência» e que «acaba por ser complementar a este segundo convite da Faculdade de Artes e Letras». «Assim, numa simbiose exemplar acabo por superar aquela que é na verdade a essência do objecto “canção” que faz das palavras e da música uma só coisa, como se estivessem destinadas uma à outra. Fecha-se, assim, para júbilo meu um circulo virtuoso. Não precisaria de mais universidades para me sentir realizado», acrescentou com sentido de humor.

Depois de recordar que fez em Agosto 80 anos, garantiu que «continua activo». Relembrou que editou no passado o seu terceiro romance e, nesta Primavera, um novo livro de contos, intitulado «Como se não houvesse amanhã». «Estou já envolvido numa nova aventura literária. Por outro lado, continuo com prazer a pisar os palcos, a usar a voz e o corpo nas canções, a renovar o repertório, e a sentir aquele momento em que a corrente passou e a vida da canção nunca mais será a mesma. Continua assim esta vida de artista, sem saber como parar, mas esperando saber quando parar. Está tudo em aberto», afirmou ainda Sérgio Godinho.

Aproveitou também para evidenciar todos os que têm enveredado por este percurso.«Mas quem diz que a música portuguesa não é pujante, não sabe do que está a falar. Não vim até aqui sozinho», salientou.

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