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Reitora da UBI assegura que a instituição «não se vai acomodar» e «não se pode transformar em mero executor de políticas impostas pela tutela»

A Universidade da Beira Interior (UBI) atribuiu o grau de Doutoramento Honoris Causa a Sérgio Godinho, durante a cerimónia de abertura solene do Ano Académico, que decorreu na tarde de Quarta-feira na Faculdade de Ciências da Saúde, tendo sido uma oportunidade para a reitora, Ana Paula Duarte, falar do futuro da instituição e dos desafios que tem que enfrentar.

«Estamos perante um dia e uma cerimónia que não podem constituir um mero ritual, mas antes um caminho de crescimento e consolidação do papel da Universidade na sociedade e na concretização da sua missão», afirmou.

Depois de relembrar que a UBI conta este ano com mais de 1.250 novos estudantes, Ana Paula Duarte evidenciou que a universidade é «atractiva, viva e com uma oferta académica diferenciada e de excelência», mas, salientou, «importa, no entanto, analisar com detalhe algumas ofertas académica» e «equacionar a sua disponibilização no próximo ano lectivo, bem como identificar os cursos mais adaptados ao mercado de trabalho».

É que, «a universidade não se pode acomodar, é uma instituição, pela sua natureza, inquieta e em constante transformação» e «o actual contexto de competitividade nacional e internacional» obriga os dirigentes da instituição a «actuar por antecipação». «Não numa lógica mercantilista, mas num quadro que concilie, de forma harmoniosa, a história e a identidade da UBI e os desafios que se colocam ao Ensino Superior», explicou.

Também deixou claro que a UBI «não se pode transformar em mero executor de políticas impostas pela tutela». «A Universidade enfrenta, com capacidade e resiliência, múltiplas mudanças tecnológicas, digitais, sociais, organizacionais, entre outras. No entanto, o Ensino Superior precisa de estabilidade, de planeamento, mas, acima de tudo, de ser integrado nos processos de decisão», salientou. E deu como exemplo «a necessidade de obter da tutela compromissos claros e definidos no tempo sobre o financiamento do Ensino Superior, as regras de funcionamento e da articulação entre o ensino e a ciência, as condições de promoção para fixar e atrair talento científico para regiões de menor densidade populacional».

As preocupações quanto ao futuro da instituição também foram evidenciadas por João Casteleiro Alves, presidente do Conselho Geral da UBI, afirmando que «é preciso que os órgãos de governo local e nacional, preparem a cidade para superar as adversidades actuais». Na sua opinião, o sucesso da UBI está indissociavelmente ligado à cidade e à região. Por seu lado, João Nunes, presidente da Associação Académica, destacou os projectos que têm sido implementados, um dos quais é o apoio social e psicológico aos estudantes bem como o desporto. «Hoje marcamos o primeiro dia do resto do nosso percurso, que seja um ano repleto de desafios que nos façam crescer, de oportunidades que nos façam brilhar e de momentos que nos façam lembrar o quanto vale a pena pertencer à UBI», acrescentou o dirigente, ao dirigir-se para os novos alunos.

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