Sábado, 13 Dezembro, 2025
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Bombeiros portugueses reunidos em congresso exigem dignificação das associações e valorização das carreiras

O presidente da Mesa do Congresso da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), o gouveense Gil Barreiros, defendeu esta manhã, na abertura reunião magna da LBP, que decorre este fim-de-semana em Alcobaça, clarificação das funções a desempenhar pelos “soldados da paz”. «Que nos digam claramente o que é que querem para os bombeiros de Portugal. O que nós não podemos é continuar a viver num limbo, a continuar a fazer tudo o que temos que fazer mas sempre com incerteza do que é que vai ser de nós», afirmou o dirigente nacional que é também presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Gouveia.
Por seu lado, o presidente da Liga, António Nunes, defendeu que o congresso deve ser um ponto de viragem para o sector, que exige dignificação das associações e valorização das carreiras. «Servir Portugal em condições precárias não é sustentável nem justo. E é tempo para dizermos basta. É tempo de exigir com coragem e dignidade aquilo que o país nos deve, não por favor mas com justiça», sustentou o presidente da LBP. No seu entender, os bombeiros não podem continuar a aceitar que lhes sejam apresentados «diagnósticos sucessivos, sem apontar soluções claras e consensuais», considerando ser a hora de «exigir acção». E considerou «legítima e oportuna» a indignação dos bombeiros portugueses, salientando que os operacionais «estão muito preocupados, descrentes, e que precisam de voltar a ter motivos para acreditar» na concretização de diversas medidas que garantam a sobrevivência do sector.
Presente na abertura deste congresso, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, deixou a garantir de que vai haver mais investimento para os bombeiros e será criado um regime jurídico para as carreiras profissionais.«Temos em discussão interna um novo enquadramento que terá um impulso de clarificação de responsabilidades um intuito de maior coordenação operacional, um objectivo de maior coerência territorial e funcional do sistema» nacional de operações se Socorro, afirmou, adiantando que, no âmbito da reorganização orgânica da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), será criado «um comando operacional com duas vertentes: a vertente essencial da protecção civil, mas também uma vertente de comando ao nível dos bombeiros, na gestão de operações»
Luís Montenegro aunciou ainda que será também alocado a um programa de aquisição de veículos florestais um apoio de dez milhões de euros, atribuído por Timor-Leste para compensação das regiões mais afectadas pelos incêndios rurais de 2025.
Assegurou também que aos cerca de 700 congressistas que, «nos próximos dias», estará disponível «o reforço orçamental que a ANEPC solicitou ao Governo, no valor de 27 milhões de euros», para pagamento das despesas extraordinárias do dispositivo de combate a incêndios rurais e as despesas correspondentes à majoração de 25% na retribuição aos bombeiros que integraram o dispositivo de combate aos fogos.
A LBP reivindica medidas relativas ao financiamento das corporações, carreiras e apoios ao voluntariado, temas em destaque nas 16 moções que serão discutidas ao longo dos dois dias de congresso, que reúne elementos do comando e direcção das associações humanitárias de todo o país. Neste congresso poderão ser decididas acções de protesto, que podem passar por manifestações de rua junto dos órgãos de soberania ou a deposição de capacetes na escadaria da Assembleia da República e um bloqueio em que durante alguns minutos os bombeiros não saem do quartel para ocorrências. Fazem parte da Liga as 436 associações humanitárias de bombeiros existentes no país.

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